Wíter Brasil
30/03/2015
O filósofo Inglês John Adams apontou a lei das consequências não
intencionais originalmente no campo da economia, mas ela também se aplica a
outros aspectos da vida.
Afirma simplesmente que ações e políticas levadas a cabo
por pessoas, organizações e governo têm consequências inesperadas, gerando no
mundo todo grandes surpresas, fiascos e frustrações. Desse modo, resultados
inesperados não podem ser, em hipótese nenhuma, descartados.
Muitas vezes as consequências são maiores do que o
problema que se intenciona resolver.
Consequência
positiva
Consequências não intencionais podem ser benéficas.
Adam Smith apontou o exemplo do açougueiro que fornece
aos seus clientes a carne necessária, não porque é benevolente, mas porque tem
que ganhar a vida. A consequência não intencional positiva é que os
clientes do açougueiro se alimentam, tenham boa saúde para continuar sendo seus
clientes.
Certa vez um pequeno empresário
contraiu um empréstimo bancário para ser pago com prestações em longo prazo. Depois
de algum tempo, houve uma mudança na politica monetária do país que fez sua
divida com o banco cair para um valor muito pequeno. Essa consequência não
intencional positiva permitiu quitar a divida toda de uma só vez.
Consequência
Negativa
Consequências
não intencionais podem ser prejudicial.
Muitos efeitos de uma determinada ação realizada pelo
governo ou uma organização pode ter a intensão de consequências visuais
positivas.
Contudo, o governo pode começar um programa que crie milhares de empregos, e as
consequências não intencionais para essa ação podem surgir, com a
exigência de mais impostos, tirando dinheiro das empresas que operam de forma competente.
Com a intenção de beneficiar famílias com baixa
renda, o governo criou o ‘bolsa família’. Porem, muitas delas com baixo nível
de educação e responsabilidade suficiente para educar os filhos, passam a eles
as consequências não intencional de deixá-las sem escolas e sem trabalho.
Consequentemente aprendem usar drogas, e muitas vezes ingressam no mundo do
crime.
Há registros em redes sociais de que algumas empresas do
nordeste brasileiro deixaram de funcionar por falta de mão de obra ou não
conseguiram instalar-se. Verificou-se que o ‘bolsa família’ satisfaz as
necessidades das pessoas que não precisam mais trabalhar. É provável que essa
não fosse a intenção
O
não conhecimento das consequências
Segundo
Library of Economics and Liberty as
pessoas não prestam atenção às consequências não intencionais por muitas
razões. Algumas simplesmente não sabem nada sobre elas, outras fazem um cálculo
incorreto, o que faz com que prevejam as consequências da ação econômica de
forma errada.
Ainda segundo Library of Economics and Liberty algumas pessoas sabem sobre
as consequências não intencionais, mas se importam somente o suficiente
para evitar se aborrecerem com elas.
Outras Áreas
De acordo com o site Econoclass, a lei das consequências não
intencionais não ocorre apenas no campo da economia.
Por exemplo, dizer às crianças para não falar com estranhos pode
inadvertidamente fazer com que elas sejam resistentes à ajuda de adultos quando
se perderem ou se machucarem, já que os adultos podem ser estranhos.
Outro exemplo são as leis de cinto de segurança, que provocam
um aumento no número de mortes de pedestres e ciclistas, pois os cintos dão aos
motoristas uma falsa sensação de segurança, fazendo com que dirijam de forma
mais imprudente.
O
inesperado, também, acontece (Veja essa parábola)
Uma determinada família tinha uma única vaquinha que produzia leite para o
sustento. Um sábio mandou
matar tal vaquinha. Essa família sentiu na obrigação de reestruturar o seu
modo de vida, que permitiu a partir dai, prosperar admiravelmente.
Importantes
Cuidados para tomada de Decisões
A
lei das consequências não intencionais em economia, sugere que nossas
decisões nem sempre nos leva aos objetivos e consequências que desejamos.
Um dito popular diz: De boas intensões o inferno está
cheio. Esse mito confirma o que vem cumprindo a lei, principalmente, quando as
decisões são tomadas desprotegidas de maiores cuidados.
É o que ocorre na maioria das vezes, segundo Library of Economics and Liberty.
É prudente saber que não devemos desprezar a força da
logica e o raciocino, necessários para a tomada de decisões, mesmo sabendo que
as decisões eventualmente virão com resultados inesperados.
É assim que as instituições e grandes organizações tomam
decisões.
Os resultados vão depender principalmente da eficácia e cuidados que adotam
para aplicar os critérios da tomada de decisões.
Uma das praticas mais simples e usualmente utilizada é a
observação no que tem dado certo ou errado com o procedimento alheio e com nos
mesmo.
Empresas estão constantemente refazendo ‘planos operacionais’ através do
clássico PDCA que tem por objetivo estar sempre ajustando procedimentos que não
deram certo.
Esse modo de ver as coisas tem mostrado ser eficiente e
explica o sucesso das franquias. Empreendedores prudentes preferem dividir seus
lucros em um negocio que já ficou comprovado que deu e continua dando certo.
O mercado de franquia,
no Brasil, continua em franca expansão. Fechou o primeiro trimestre de 2014 com
crescimento de 10% no faturamento, comparado ao mesmo período do ano anterior,
chegando a R$ 26 bilhões e criou 1,5 milhão de vagas de empregos diretos.
Isso prova a força de
uma idéia e procedimento prudente, onde demonstra a importância de Fazer o que
os outros já testaram e deu certo.
Uma
postura técnica para tomar decisões
Para
ajudar os gestores na tomada de decisão, diversas técnicas foram desenvolvidas.
Contudo, elas não garantem resultados seguros, pois o processo para tomar
decisões é uma atividade humana (sujeito a emoções). As técnicas ajudam os
administradores apenas minimizar a margem de erro nas decisões a serem tomadas.
O processo decisório consiste em cinco fases:
- Identificação
do problema
- Diagnóstico
- Geração
de alternativas
- Escolha
da melhor alternativa
- Avaliação
da decisão.
Identificação do problema ou oportunidade
Problemas sempre existem.
Se alguém disser que não, então está errado.
Muitas vezes, a maior parte dos problemas passa por nos despercebidos.
Diagnóstico
O diagnostico é a fase em que se analisa a situação, identificando ameaças e
oportunidades, causas e conseqüências. (Análise SWOT)
Porem, algumas situações, se apresentam sem a necessidade de um estudo mais
profundo. Já em outras situações, exige-se uma pesquisa mais detalhada do
problema.
Geração de alternativas
O próximo passo é gerar alternativas decisórias que solucionem o problema.
Em algumas situações, as soluções são facilmente visualizadas, podendo vir
juntamente com o problema. Já em outras, exigem-se soluções inovadoras.
Escolha de uma decisão
As alternativas para tomada de decisão são comparadas, julgadas e avaliadas, para
depois definir a melhor alternativa.
Avaliação da decisão