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3.24.2023

O maior espetáculo de musica da terra


O maior espetáculo de musica da terra.

Você já foi a algum lugar onde pudesse rir e chorar ao mesmo tempo explodindo de emoção e extravasar de alegria? O vídeo a seguir, Andre Rieu – live in Brazil (são Paulo) full Concert,  do ano de 2013. mostra como o marketing aplicado corretamente com um bom planejamento pode deixar as pessoas contentes, encantadas e felizes. É o que a empresa de Andre Rieu com esse grandioso e milionário espetáculo musical procura mostrar com grande sucesso.

Para quem não aprecia música, provavelmente passará apreciá-la com mais interesse após ver esse vídeo.

Uma simples análise de marketing parece sugerir o segredo de  três  interessantes apelos usados para obter o sucesso do espetáculo, que o torna grandioso.

Apelos auditivos;
apelos visuais;
apelos cinestésicos (com ‘c’).

Tudo isso sincronizado de modo que o resultado parece fluir muito maior que a soma das partes. É maravilhoso.

A audição é apresentada com seleção das músicas de maior sucesso no mundo conhecidas até hoje executadas por músicos com talento inquestionável;
apelos visuais com cenários altamente significativos para cada tema de música e indumentária dos músicos, tudo muito clássico e a rigor sem prejudicar a descontração;
apelos cinestésico, ao contrário do que normalmente vemos em orquestras sinfônicas, músicos compenetrados, sérios e contraídos executando seus acordes, agora Andre Rieu brinca, os músicos fazem pilantragens, movimentam, e não são estáticos, comunicam com corpo executando a música. (Andre Rieu deve ter aprendido isso com a ‘Família Lima’ aqui no Brasil alguns anos atrás)  

Se você ver esse vídeo, gostaria que confirmasse alguns momentos  que vou destacar como bem interessantes:

Num cenário de noite com céu e muitas estrelas, a pianista executa Ballade pour Adeline. Dai tudo fica mais bonito, o cenário, a música, a pianista, a expressão e olhar da pianista. A plateia transborda de emoção.

Outra apresentação maravilhosa foi de uma cantora negra da África do sul que se apresentou com  ‘ Ave Maria – de Gounod’. Algumas pessoas da plateia choram de emoção.

Entre uma apresentação e outra o maestro Andre Rieu faz alguns comentários com sutis piadas; a plateia cai na risada. E assim o show continua.

Excelente apresentação de Carla Monarca, uma brasileira de Belém do Pará, que pertence ao elenco, faz uma opereta que seduz conquistando alguém. Aplaudida de pé e em seguida volta ao palco cantando ‘manhã de Carnaval’

Outro momento de muita emoção é quando um integrante da orquestra chega a frente com uma flautinha pequena, pequena  mesmo, executando linda música e que em seguida Malu Colli entra acompanhando com as flautas de fole da Escócia. Nesse momento a plateia explode com aplausos.       

Ah!... se Whitaker Straw fosse vivo para ver sua obra executada por tantos músicos de talentos raros. Ah!... se Ari Barroso visse a festa, a farra e alegria com que os músicos dessa grande orquestra executam Aquarela do Brasil, então eles seriam provavelmente mais felizes, mais valorizados e mais honrados por ter deixado um maravilhoso legado para humanidade.

6.28.2022

DESAPOSENTAR


DESAPOSENTAR

por/ Domingos Pellegrini

Ele chegou à praça com uma marreta. Endireitou a estaca de uma muda de  árvore e firmou batendo com a marreta. Amarrou a muda na estaca e se afastou como para olhar uma obra de arte.

Não resisti a puxar conversa:

- O senhor é da prefeitura?

- Não, sou da Alice, faz quarenta e dois anos. Minha mulher.

- Ah... O senhor quem plantou essa muda?

- Não, foi a prefeitura. Uma árvore velha caiu, plantaram essa nova de qualquer jeito, mas eu adubei, botei essa estaca aí. Olha que beleza, já está toda enfolhada. De tardezinha eu venho regar.

- Então o senhor gosta de plantas.

- De plantas, de bicho, até de gente eu gosto, filho.

- Obrigado pela parte que me cabe...

Ele sorriu, tirou um tesourão da cinta e começou a podar um arbusto.

- O senhor é aposentado?

- Não, sou desaposentado. Foi podando e explicando: Quando me aposentei, já tinha visto muito colega aposentar e murchar, que nem árvore que você poda e rega com ácido de bateria... Sabia que tem comerciante que rega árvore com ácido de bateria pra matar, pra árvore não  encobrir a fachada da loja? É... aí fica com a loja torrando no sol!

Picotou os galhos podados, formando um tapete de folhas em redor do arbusto.

- É bom pra terra... tudo que sai da terra deve voltar pra terra... Mas então, eu já tinha visto muito colega aposentar e murchar. Botando bermuda  e chinelo e ficando em casa diante da televisão.  Ou indo ao boteco pra beber cerveja, depois dormindo de tarde. Bundando e engordando... Até que  acabaram com derrame ou enfarte, de não fazer nada e ainda viver falando de doença.

Cortou umas flores, fez um ramalhete:

- Pra minha menina. A Alice. Ela é um ano mais velha que eu, mas fica uma menina quando levo flor. Ela também é desaposentada. Ajuda na escola da nossa neta, ensinando a merendeira a fazer doce com pouco açúcar e salgados com os restos dos legumes que antes eram jogados fora. E ajuda na creche também, no hospital. Ihh... A Alice vive ajudando todo mundo, por isso não precisa de ajuda, nem tem tempo de pensar em doença.

Amarrou o ramalhete com um ramo de grama, depositou com cuidado sobre um banco.

- Pra aguar as mudas eu tenho que trazer o balde com água lá de casa. Fui à  prefeitura pedir pra botarem uma torneira aqui. Disseram que não, senão o povo ia beber água e deixar vazando. Falei pra botarem uma torneira com grade e cadeado que eu cuidaria. Falaram que não. Eu teria que ficar com o cadeado e então ia ser uma torneira pública com controle particular, e não pode. Sorriu, olhando a praça.

- Aí falei: então posso cuidar da praça, mas não posso cuidar de uma torneira? Perguntaram, veja só, perguntaram se tenho autorização pra  cuidar da praça!!! Nem falei mais nada. Vim embora antes que me proibissem  de cuidar da praça... Ou antes que me fizessem preencher formulários em três vias  com taxa e firma reconhecida, pra fazer o que faço aqui desde que desaposentei...  Tá vendo aquele pinheiro fêmea ali? A Alice que plantou. Só tinha o pinheiro macho. Agora o macho vai polinizar a fêmea e ela vai dar pinhões.

- Eu nem sabia que existe pinheiro macho e pinheiro fêmea.

- Eu também não sabia, filho. Ihh... aprendi tanta coisa cuidando dessa praça! Hoje conheço os cantos dos passarinhos, as épocas de floração de cada planta, e vejo a passagem das estações como se fosse um filme!

- Mas ela vai demorar pra dar pinhões, hein? - falei, olhando a pinheirinha ainda da nossa altura. Ele respondeu que não tinha pressa.

- Nossa neta é criança e eu já falei pra ela que é ela quem vai colher os pinhões. Sem a prefeitura saber ... e a Alice falou que, de cada pinha que ela colher, deve plantar pelo menos um pinhão em algum lugar. Assim , no fim da vida, ela vai ter plantado um pinheiral espalhado por aí. Sem a prefeitura saber, é claro, senão podem criar um imposto pra quem planta árvores...

- É admirável ver alguém com tanta idade e tanta esperança! 

Ele riu:

- Se é admirável eu não sei, filho, sei que é gostoso. E agora, com licença, que eu preciso pegar a Alice pra gente caminhar. Vida de desaposentado é assim: o dinheiro é curto, mas o dia pode ser comprido, se a gente não perder tempo!

4.28.2022

Verdadeiro show de Marketing! Benfica e Emirates, em Portugal

 A empresa aérea Emirates patrocinadora do Benfica, em Portugal dá um 'show' de marketing. 

Além de colocar logomarcas em peças dos jogos, como de costume, inova com muita criatividade simulando preparativos para o inicio de um voo antes de começar a partida, A torcida vibra com muita emoção 

4.27.2022

As três Peneiras da sabedoria (Sócrates)

 

VERDADE -  B0NDADE - NECESSIDADE

Um rapaz procurou Sócrates e disse-lhe que precisava contar-lhe algo sobre alguém.Sócrates ergueu os olhos do livro que estava lendo e perguntou:

- O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?
- Três peneiras? - indagou o rapaz.

- Sim! A primeira peneira é a VERDADE. O que você quer me contar dos outros é um fato? Caso tenha ouvido falar, a coisa deve morrer aqui mesmo. Suponhamos que seja verdade. Deve, então, passar pela segunda peneira: a BONDADE. O que você vai contar é uma coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do próximo? Se o que você quer contar é verdade e é coisa boa, deverá passar ainda pela terceira peneira: a NECESSIDADE. Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta?

Arremata Sócrates:

Se passou pelas três peneiras, conte! Tanto eu, como você e seu irmão iremos nos beneficiar. Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos, colegas do planeta.

2.26.2020

Medindo o grau de satisfação

Nos Estados Unidos, a maioria das residências tem por tradição em sua frente um lindo gramado e diversos jardineiros autônomos para fazer aparos nestes jardins.

 Um dia, um executivo de marketing de uma grande empresa americana contratou um destes jardineiros. Chegando em sua casa, o executivo viu que estava contratando um garoto de apenas 13 anos de idade, mas como já estava contratado, ele pediu para que o garoto executasse o serviço, mesmo estando indignado com a pouca idade em questão.

 Quando o garoto já havia terminado o serviço, solicitou ao executivo a permissão para utilizar o telefone da casa, e foi prontamente atendido. Contudo, o executivo não pode deixar de ouvir a conversa.
O garoto havia ligado para uma senhora e perguntava:

 - A senhora está precisando de um jardineiro?
 - Não. Eu já tenho um - respondeu.
 - Mas além de aparar, eu também tiro o lixo.
 - Isso o meu jardineiro também faz.
 - Eu limpo e lubrifico todas as ferramentas no final do serviço - disse ele.
 - Mas o meu jardineiro também faz isso...
 - Eu faço a programação de atendimento o mais rápido possível.
 - O meu jardineiro também me atende prontamente!
 - O meu preço é um dos melhores.
 - Não, muito obrigada! O preço do meu jardineiro também é muito bom. Desligando o telefone, o executivo disse a ele:

 - Meu rapaz, você perdeu um cliente.
 - Não - respondeu o garoto. - Eu sou o jardineiro dela; estava medindo o quanto ela estava satisfeita com o meu serviço.


Autor desconhecido

6.04.2015

O GRANDE PAPEL DO MARKETING NA SOCIEDADE



p/Witer Brasil


1 - Limpeza do meio ambiente um compromisso ético.

Para lançar no mercado um produto ou serviço, o Marketing aplica muitas técnicas fundamentadas em princípios científicos motivando consumidores a comprarem e deixá-los emocionados e encantados com o produto comprado.

Até ai está muito bem, as pessoas ficam felizes, consomem mais, as empresas faturam, geram empregos e o governo recebe impostos que são aplicados em obras e serviços, também em beneficio das pessoas.


Mas como tudo tem suas conseqüências, podemos perceber que o ambiente sofre agressões por embalagens de difícil decomposição e muitas vezes confeccionadas com material impossível de ser reciclado.

São poucas as empresas que desempenham suas atividades de Marketing plenamente, que tem consciência, que preocupam com o meio ambiente cumprindo o seu compromisso ético de contribuir para a limpeza e conservação de recursos ambientais. No afã de vender e faturar alto entulham a natureza com residuos de produtos feito para encantar pessoas, pelas pessoas. Nenhuma instrução para o consumidor de como descartar corretamente uma embalagem.

Faltam esforços voltados para o bem estar social (Marketing Social) o que Almeida (2002) chama de ecoeficiência.Apesar de tanta indiferença, existem alguns casos interessantes de empresas, que poderia servir de exemplo para as demais, já com uma mentalidade cultural mais evoluída e imbuída de um espírito de marketing ecoeficiente. Além de que, isso já deveria ser uma filosofia do próprio marketing em todas empresas do mundo para manter a limpeza e equilíbrio do meio ambiente.

A revista de negócios Exame (24 de maio de 2006, pg. 99) publicou a seguinte noticia:
“A HP está levantando a bandeira de que as empresas de eletroeletrônicos devem ser responsáveis pelos seus produtos depois que os consumidores os jogam no lixo. Em 2005 a HP recolheu mais de 2,5 milhões de equipamentos – parte deles doados ou vendidos no mercado de produtos usados – e reciclaram mais de 70 mil toneladas de sucata. Seu programa de reciclagem é o maior do mercado de eletrônicos”.

 A responsabilidade, pelos produtos ou embalagens após o uso, propõe ser uma questão óbvia das empresas, já que a criação dos materiais geradores dos problemas de impacto ambiental é do próprio marketing. Almeida (2002, pg. 119) cita um interessante caso da Interface Fooring Systems, maior fabricante de tapetes e carpetes comerciais do mundo:
Essa empresa já conseguiu evitar que mais de dois milhões e quinhentos mil metros de carpetes aumentassem os depósitos de lixo. Destes, um milhão de metros deixaram de ser jogados na natureza só no ano 2000. Essa marca foi alcançada graças a um criativo programa de reaproveitamento, que a empresa oferece como um serviço para os clientes. Por meio desse serviço, batizado de ReEntry a Interface se compromete a pegar de volta o carpete após um determinado período preestabelecido com o próprio cliente no momento da compra. E responsabiliza pela gestão do final de sua vida útil.

Casos semelhantes são utilizados pelos fabricantes de pilhas e baterias que também se responsabilizam pelo destino dado aos seus produtos quando perdem a utilidade para seus consumidores. A empresa Monsanto fabricante do herbicida “Roudup” vende esse produto com o compromisso de ter a embalagem devolvida após o produto ser consumido.A grande diferença, no caso, é que esses são exigidos por lei, por causa da toxidade de componentes usados na fabricação.  A interface e outras empresas já fazem isso voluntariamente se credenciando ao Marketing de ecoeficiência. Há ainda, citações populares de uma empresa, fabricantes de tênis nos EUA, que paga em dólar o valor correspondente às despesas de correios para devolução à fábrica do tênis quando o consumidor achar que deve ser descartado. Existem muitos casos esporádicos de empresas que já podem ser consideradas ecoeficientes, contudo para reduzir o volume gigantesco de materiais descartados em lixões, os casos existentes são insignificantes e apenas bons exemplos de um padrão desejável.  

2 - Preservação dos Recursos Naturais (Sustentabilidade) Ficar sem explorar a natureza, de maneira radical, como defende algumas ONG’s, é praticamente impossível. O homem necessita dela para a sua sobrevivência. Por isso, é importante desenvolver uma educação ambiental que conscientizem pessoas a explorar a natureza com respeito e racionalidade. 

 Arendt (1906-1975) “A Natureza é a única testemunha o tempTer respeito à natureza significa entender a gratidão que devemos ter pelo que ela permite a existência de nossa vida.  o todo, de nossa existência nesse mundo”. Explorar a natureza com racionalidade é a necessidade urgente que os setores (Governo; ONG’s e Empresas) com a criatividade das suas áreas de marketing, precisam desempenhar orientando e fiscalizando com eficiência, projetos bastante apropriados de recuperação de áreas exploradas. O jornalista Marcelo Leite, citado por Bernardo Esteves no site (http://ich.unito.com.br/3935), explica que a exploração racional de florestas, por exemplo, é um interessante negócio para as empresas e que a floresta não está ai para ficar intocável para sempre. Ele mostra que a extração sustentável de madeira é 35% mais rentável que a predatória. Isso porque "Danificando menos a mata, sobretudo árvores mais jovens, e também preservando árvores adultas de menor qualidade para que continuem a reproduzir-se, o manejo florestal garante uma reposição mais rápida da madeira com valor comercial", explica Leite.

Um interessante caso de sustentabilidade, e excelente negócio para as empresas é colocado, também,  por Almeida (2002, p.92 a 93).

Quatro empresas brasileiras fazem parte do Índice Dow Jones de sustentabilidade, o índice bolsista criado em 1999 para ajudar investidores internacionais em busca de ações diferenciadas no mercado e privilegiar empreendimentos que aliem solidez e rentabilidade financeira a uma postura de ecoeficiência e responsabilidade social. A Cemig, os bancos Itaú e Unibanco e a Embraer integram o seleto grupo internacional de 312 empreendimentos escolhidos em 2001 para compor o índice. Para fazer parte do índice Dow Jones de sustentabilidade [...] as empresas são submetidas a uma rigorosa seleção. Na ultima analise, 2500 empreendimentos de 26 paises foram avaliados. Os que passam no teste sinalizam aos investidores que sua capacidade de gerar mais lucros em longo prazo para os acionistas está associada a uma filosofia de desenvolvimento sustentável. A Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) é um dos empreendimentos brasileiros escolhidos por dois anos consecutivos. Como resultado da exposição do seu nome em revistas financeiras especializadas, a empresa comemora um número cada vez maior de consultas de investidores do exterior. [...] contribuíram para a inclusão da empresa mineira no DJSI a produção anual de um milhão de alevinos para repovoamento dos reservatórios de suas hidroelétricas [...].

3 - Conclusão - aspectos culturais e hábitos no descarte de resíduos
Para concluir esse trabalho, foi necessário a coleta de dados primários para entender e confirmar o suposto de como as pessoas descartam seus resíduos úmidos e sólidos. Usando técnica de observação em cozinhas de apartamentos e casas onde foi possível o acesso para esse trabalho, sempre que surgia a oportunidade e em dias diferentes, no espaço de quatro meses. Foram obtidos resultados, com uma amostragem, praticamente padrão em 22 casos observados. Isto é, mais de 99% das pessoas tendem a descartar papéis, plásticos, metais e vidros, misturando-os aos resíduos úmidos que deveria ter um destino totalmente diferente, fabricando assim o verdadeiro lixo. Na lixeirinha onde deveria ser apenas de resíduos úmidos ou orgânicos, foram encontrado embalagens de plásticos de frango, embalagens de biscoitos e até latinhas de refrigerantes.

Resíduos Úmidos: são restos de alimentos que descartamos para o seu preparo ou quando é feita a limpeza de panelas e restos de frituras. É aquele material que fica no ralinho da pia quando lavamos a louça e que é descartado corretamente na lixeirinha. Esse é um material orgânico de origem animal ou vegetal que pode ser facilmente devolvido a natureza, de onde veio, em forma de adubo e altamente conveniente ao meio ambiente. Seu destino deve ser a compostagem e não aos lixões. Resíduos Sólidos: pode ser entendido por todo material que geralmente vem da indústria assim como, plásticos, papeis, metais e vidros (ppmv). É preciso entender que esse material não é lixo. Vidro não é lixo, papel não é lixo, metal está longe de ser lixo e plástico muito menos. Trata-se de um material reciclável que deve ser devolvido a indústria e por isso não deveria ser misturado aos resíduos úmidos. Podemos também, concluir que quando é jogado um pedaço de papel ou plástico em uma lixeirinha de resíduos úmidos, ai sim, está sendo feito lixo e tirando a condição de que a coleta seletiva se realize com eficiência.

Outra conclusão é que as pessoas não estão sendo conscientizadas e nem adquirindo educação ambiental. Um verdadeiro exemplo da falta de educação e conscientização foi resultado de observação feita em recipiente para coleta seletiva em escolas e em Shoping’s de Belo Horizonte, locais onde se supõe ser freqüentado por pessoas com nível de educação considerável. Nos recipientes destinados a papéis foram encontradas embalagens de iogurte, outros tipos de plásticos, resíduos de sanduíches. No recipiente disponível a tudo em comum, não tem como fazer coleta seletiva e conseqüentemente, por não plásticos foram encontrados papeis, vidro etc.

Dessa forma, sem nenhuma seleção e como se fosse conseguir uma escala de volume viável economicamente, a atividade pode até ser inviabilizada.A solução para problema desse tipo parece mais adequada a um esforço de comunicação através de formadores de opinião, como o marketing das grandes redes de televisão, expondo exemplos de procedimentos corretos no descarte dos resíduos em novelas, por celebridades. Essa estratégia já se confirmou ser eficiente para gerar hábito, como no deuso do cinto de segurança nos carros.   

Uma comunicação com mais ênfase através das próprias embalagens, orientando o consumidor a descartartá-las também seria uma forma de contribuição desejável e até conveniente ao marketing. Desse modo podemos entender que um grande problema não é a reciclagem ou coleta seletiva e sim o “Descarte Seletivo” principal gerador dos grandes lixões. REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICA: SILVA, Carlos Eduardo Lins de.Ecologia e Sociedade. São Paulo: Loyola, 1978.ALMEIDA, Fernand. O Bom Negocio da Sustentabilidade. Rio de Janeiro: Nova Fronteira 2002.FILIPPI JÚNIOR, Arlindo. (Org). Saneamento do Meio. São Paulo:Fundacentro, Universidade de São Paulo, Faculdade de Saúde Publica, Depto. De Saúde Ambiental, 1992.BERTON, Ronaldo S. Valadares ( é umnome só? São dois autores?). Potencial Agrícola do Composto de Lixo Urbano. São Paulo: O Agronômico, 1991.INSTITUTO GEA, (http://www.institutogea.org.br/26.htm)

Rev. Exame, p. 99 – maio. 2006

(www.lixo.com.br), Pólita Gonçalves e Roberto Ibárgüen(http://images.google.com.br/imgres), Andréa Cusatis, engenheira florestal do Núcleo de Recuperação de Áreas Degradadas do Ecossistema. (http://www.cecae.usp.br)(http://ich.unito.com.br/3935), Marcelo LeitePublifolha (coleção Folha Explica), 2000.Arendt, Annah. A Condição Humana. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2005. 

4.29.2015

Não há coleta seletiva de lixo se o descarte não for seletivo

Segue trecho final do artigo O GRANDE PAPEL DO MARKETING NA SOCIEDADE   p/Witer Brasil – público na internet

[...]Aspectos culturais e hábitos no descarte de resíduos
Para concluir esse trabalho, foi necessário a coleta de dados primários para entender e confirmar o suposto de como as pessoas descartam seus resíduos úmidos e sólidos. Usando técnica de observação em cozinhas de apartamentos e casas onde foi possível o acesso para esse trabalho, sempre que surgia a oportunidade e em dias diferentes, no espaço de quatro meses. Foram obtidos resultados, com uma amostragem, praticamente padrão em 22 casos observados. Isto é, mais de 99% das pessoas tendem a descartar papéis, plásticos, metais e vidros, misturando-os aos resíduos úmidos que deveria ter um destino totalmente diferente, fabricando assim o verdadeiro lixo. Na lixeirinha onde deveria ser apenas de resíduos úmidos ou orgânicos, foram encontrado embalagens de plásticos de frango, embalagens de biscoitos e até latinhas de refrigerantes.

Resíduos Úmidos: são restos de alimentos que descartamos para o seu preparo ou quando é feita a limpeza de panelas e restos de frituras. É aquele material que fica no ralinho da pia quando lavamos a louça e que é descartado corretamente na lixeirinha. Esse é um material orgânico de origem animal ou vegetal que pode ser facilmente devolvido a natureza, de onde veio, em forma de adubo e altamente conveniente ao meio ambiente. Seu destino deve ser a compostagem e não aos lixões.

Resíduos Sólidos: pode ser entendido por todo material que geralmente vem da indústria assim como, plásticos, papeis, metais e vidros (ppmv). É preciso entender que esse material não é lixo. Vidro não é lixo, papel não é lixo, metal está longe de ser lixo e plástico muito menos. Trata-se de um material reciclável que deve ser devolvido a indústria e por isso não deveria ser misturado aos resíduos úmidos. Podemos também, concluir que quando é jogado um pedaço de papel ou plástico em uma lixeirinha de resíduos úmidos, ai sim, está sendo feito lixo e tirando a condição de que a coleta seletiva se realize com eficiência. Outra conclusão é que as pessoas não estão sendo conscientizadas e nem adquirindo educação ambiental. Um verdadeiro exemplo da falta de educação e conscientização foi resultado de observação feita em recipiente para coleta seletiva em escolas e em Shoping’s de Belo Horizonte, locais onde se supõe ser freqüentado por pessoas com nível de educação considerável. Nos recipientes destinados a papéis foram encontradas embalagens de iogurte, outros tipos de plásticos, resíduos de sanduíches. No recipiente disponível a plásticos foram encontrados papeis, vidro etc. Dessa forma, sem nenhuma seleção e como se fosse tudo em comum, não tem como fazer coleta seletiva e conseqüentemente, por não conseguir uma escala de volume viável economicamente, a atividade pode até ser inviabilizada.

A solução para problema desse tipo parece mais adequada a um esforço de comunicação através de formadores de opinião, como o marketing das grandes redes de televisão, expondo exemplos de procedimentos corretos no descarte dos resíduos em novelas, por celebridades. Essa estratégia já se confirmou ser eficiente para gerar hábito, como no de uso do cinto de segurança nos carros.   Uma comunicação com mais ênfase através das próprias embalagens, orientando o consumidor a descartartá-las também seria uma forma de contribuição desejável e até conveniente ao marketing. Desse modo podemos entender que um grande problema não é a reciclagem ou coleta seletiva e sim o “Descarte Seletivo” principal gerador dos grandes lixões.[...]

[...] Não há coleta seletiva se o descarte não for seletivo
Infelizmente não tem visto, por parte das instituições governamentais, escolas e a própria imprensa, indicação para a sociedade como fazer o descarte de resíduos da maneira correta e conveniente, e quando diz, tem sido de modo que não atinge o essencial da questão.

Na maioria das escolas, shoping’s, locais públicos de grande movimento, normalmente existem recipientes para coleta seletiva com indicação para: papéis, vidros, plásticos, metais etc.; mas se verificarmos, na maioria desses locais, vamos entender que muita gente ainda não seguem as indicações para o destino correto do que descartam. Desse modo, podemos constatar que não haverá coleta seletiva porque o descarte dos materiais foi totalmente aleatório. Tudo misturado.

Grande maioria dos jovens, infelizmente, ainda não adquiriu a consciência para a necessidade de evitar a formação de lixo.

Caso haja esforços no sentido de orientar as crianças de hoje para procedimentos mais aprimorados, com expectativa de mais cuidado com a natureza, com formação de mentalidades voltadas para o aproveitamento dos orgânicos em compostagens, se ficarem atentos para o descarte seletivo como comportamento padrão, no futuro as próximas gerações serão mais gratificadas e a natureza provavelmente será mais generosa, as pessoas mais felizes, mais civilizadas e merecedoras do planeta em que vivem.

Cabem a todas às escolas e principalmente as de primeiro grau, onde normalmente são iniciados muitos hábitos culturais e que são também formadoras de opinião, dar mais importância ao assunto.


5 - Compostagens
Existem várias técnicas para fazer o composto orgânico dependendo do local e condições do ambiente: Em sítios, casas com quintal, apartamentos (condomínio)

Em sítios e ou Fazendas as compostagens são feitas quase sempre em forma de aterros e recebem, alem dos materiais gerados no próprio sitio, ‘resto-ingestus’ de restaurantes das cidades próximas que são usados para tratamento e engorda de suínos ou colocado para decompor. (ver compostagem em técnicas agrícolas)

Em casas residenciais, geralmente tem um quintal onde pode ser preparada uma pequena compostagem, suficiente para atender o descarte de orgânicos. Aquele material que é depositado na lixeirinha próximo a pia da cozinha. É importante que os moradores e quem faz o descarte para essa lixeirinha não deixe ser colocado nela outro tipo de material que não seja orgânico, como, por exemplo, plásticos, toco de cigarros, tampinha de garrafas, embalagem plástica de frango etc.

Em apartamentos, quase sempre há uma administração do condomínio. O espaço reservado para fazer a compostagem deve ser criado, pelo administrador, do tamanho proporcional ao número de apartamentos do edifício. Edifícios de apartamento em construção deve ser inserido no projeto área reservada para compostagem. O composto gerado poderá ser usado nos próprios jardins do edifício. Caso isso não seja possível, pode como alternativa, fazer um tratamento dos orgânicos misturando um pouco de terra, para evitar mau cheiro, e retirar diariamente para um local em zona rural onde exista uma compostagem (atividade comercial) que possa receber material de diversos lugares para decompor. Vejam técnicas de compostagens no site cujo endereço segue:
  
http://casa.hsw.uol.com.br/compostagem.htm 
Experiência de quem procede ao descarte sem orgânicos, indica que o material descartado é geralmente limpo e isento de mau cheiro, o que evita o ataque de animais e torna a coleta mais eficiente.

Os orgânicos representam uma percentagem muito pequena, mas muito útil para a compostagem e importante para não fazer lixo.

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Praticamente não há lixo quando o descarte é seletivo e os orgânicos encaminhados para compostagens.


Lixo Urbano, um problema grave e invisível ao público

4.01.2015

Lei das Consequências não intencionais em economia

Por 
Wíter Brasil
30/03/2015

O filósofo Inglês John Adams apontou a lei das consequências não intencionais originalmente no campo da economia, mas ela também se aplica a outros aspectos da vida.
Afirma simplesmente que ações e políticas levadas a cabo por pessoas, organizações e governo têm consequências inesperadas, gerando no mundo todo grandes surpresas, fiascos e frustrações. Desse modo, resultados inesperados não podem ser, em hipótese nenhuma, descartados.
Muitas vezes as consequências são maiores do que o problema que se intenciona resolver.

Consequência positiva  
Consequências não intencionais podem ser benéficas.
Adam Smith apontou o exemplo do açougueiro que fornece aos seus clientes a carne necessária, não porque é benevolente, mas porque tem que ganhar a vida. A consequência não intencional positiva é que os clientes do açougueiro se alimentam, tenham boa saúde para continuar sendo seus clientes.

Certa vez um pequeno empresário contraiu um empréstimo bancário para ser pago com prestações em longo prazo. Depois de algum tempo, houve uma mudança na politica monetária do país que fez sua divida com o banco cair para um valor muito pequeno. Essa consequência não intencional positiva permitiu quitar a divida toda de uma só vez.

Consequência Negativa
Consequências não intencionais podem ser prejudicial.
Muitos efeitos de uma determinada ação realizada pelo governo ou uma organização pode ter a intensão de consequências visuais positivas.
Contudo, o governo pode começar um programa que crie milhares de empregos, e as consequências não intencionais para essa ação podem surgir, com a exigência de mais impostos, tirando dinheiro das empresas que operam de forma competente.

Com a intenção de beneficiar famílias com baixa renda, o governo criou o ‘bolsa família’. Porem, muitas delas com baixo nível de educação e responsabilidade suficiente para educar os filhos, passam a eles as consequências não intencional de deixá-las sem escolas e sem trabalho. Consequentemente aprendem usar drogas, e muitas vezes ingressam no mundo do crime.

Há registros em redes sociais de que algumas empresas do nordeste brasileiro deixaram de funcionar por falta de mão de obra ou não conseguiram instalar-se. Verificou-se que o ‘bolsa família’ satisfaz as necessidades das pessoas que não precisam mais trabalhar. É provável que essa não fosse a intenção

O não conhecimento das consequências
Segundo Library of Economics and Liberty as pessoas não prestam atenção às consequências não intencionais por muitas razões. Algumas simplesmente não sabem nada sobre elas, outras fazem um cálculo incorreto, o que faz com que prevejam as consequências da ação econômica de forma errada.
Ainda segundo Library of Economics and Liberty algumas pessoas sabem sobre as consequências não intencionais, mas se importam somente o suficiente para evitar se aborrecerem com elas.

Outras Áreas
De acordo com o site Econoclass, a lei das consequências não intencionais não ocorre apenas no campo da economia.
Por exemplo, dizer às crianças para não falar com estranhos pode inadvertidamente fazer com que elas sejam resistentes à ajuda de adultos quando se perderem ou se machucarem, já que os adultos podem ser estranhos.
Outro exemplo são as leis de cinto de segurança, que provocam um aumento no número de mortes de pedestres e ciclistas, pois os cintos dão aos motoristas uma falsa sensação de segurança, fazendo com que dirijam de forma mais imprudente.

O inesperado, também, acontece (Veja essa parábola)
Uma determinada família tinha uma única vaquinha que produzia leite para o sustento. Um sábio mandou matar tal vaquinha. Essa família sentiu na obrigação de reestruturar o seu modo de vida, que permitiu a partir dai, prosperar admiravelmente.

Importantes Cuidados para tomada de Decisões
A lei das consequências não intencionais em economia, sugere que nossas decisões nem sempre nos leva aos objetivos e consequências que desejamos.
Um dito popular diz: De boas intensões o inferno está cheio. Esse mito confirma o que vem cumprindo a lei, principalmente, quando as decisões são tomadas desprotegidas de maiores cuidados.

É o que ocorre na maioria das vezes, segundo
Library of Economics and Liberty.
É prudente saber que não devemos desprezar a força da logica e o raciocino, necessários para a tomada de decisões, mesmo sabendo que as decisões eventualmente virão com resultados inesperados.
É assim que as instituições e grandes organizações tomam decisões.
Os resultados vão depender principalmente da eficácia e cuidados que adotam para aplicar os critérios da tomada de decisões.

Uma das praticas mais simples e usualmente utilizada é a observação no que tem dado certo ou errado com o procedimento alheio e com nos mesmo.
Empresas estão constantemente refazendo ‘planos operacionais’ através do clássico PDCA que tem por objetivo estar sempre ajustando procedimentos que não deram certo.
Esse modo de ver as coisas tem mostrado ser eficiente e explica o sucesso das franquias. Empreendedores prudentes preferem dividir seus lucros em um negocio que já ficou comprovado que deu e continua dando certo.

O mercado de franquia, no Brasil, continua em franca expansão. Fechou o primeiro trimestre de 2014 com crescimento de 10% no faturamento, comparado ao mesmo período do ano anterior, chegando a R$ 26 bilhões e criou 1,5 milhão de vagas de empregos diretos.                                 
Isso prova a força de uma idéia e procedimento prudente, onde demonstra a importância de Fazer o que os outros já testaram e deu certo.

Uma postura técnica para tomar decisões
Para ajudar os gestores na tomada de decisão, diversas técnicas foram desenvolvidas. Contudo, elas não garantem resultados seguros, pois o processo para tomar decisões é uma atividade humana (sujeito a emoções). As técnicas ajudam os administradores apenas minimizar a margem de erro nas decisões a serem tomadas. 
O processo decisório consiste em cinco fases:

  1. Identificação do problema
  2. Diagnóstico
  3. Geração de alternativas
  4. Escolha da melhor alternativa
  5. Avaliação da decisão.
Identificação do problema ou oportunidade
Problemas sempre existem.
Se alguém disser que não, então está errado.
Muitas vezes, a maior parte dos problemas passa por nos despercebidos.

Diagnóstico
O diagnostico é a fase em que se analisa a situação, identificando ameaças e oportunidades, causas e conseqüências. (Análise SWOT)
Porem, algumas situações, se apresentam sem a necessidade de um estudo mais profundo. Já em outras situações, exige-se uma pesquisa mais detalhada do problema.

Geração de alternativas
O próximo passo é gerar alternativas decisórias que solucionem o problema.
Em algumas situações, as soluções são facilmente visualizadas, podendo vir juntamente com o problema. Já em outras, exigem-se soluções inovadoras.

Escolha de uma decisão
As alternativas para tomada de decisão são comparadas, julgadas e avaliadas, para depois definir a melhor alternativa.

Avaliação da decisão 
Completando o ciclo, após ter sido identificado o problema, diagnosticado, geradas alternativas e definido a melhor decisão, é fundamental que seja feita uma avaliação das decisões tomadas. Tal avaliação pode gerar outro processo decisório, reiniciando o ciclo.  

Não se esqueça de que em economia, por mais lógica que seja as decisões, os resultados, poderão ser inesperados.




Bibliografia
  Drucker, Peter Ferdinand, Administração, tarefas, Pioneiras, São Paulo – 1909
  Library of Economics and Liberty
  http://www.ehow.com.br/consequencias-intencionais-economia-lista_276143/
  https://www.youtube.com/watch?v=m7YYjQ9Wws8
  http://www.josebaldaia.com/intuinovare/tag/consequencias-nao-intencionais.


3.31.2015

O dinheiro é Público ou dos Contribuintes.? Eis uma questão?

Por
Witer Brasil
29/03/2015

Certa vez, assistindo uma reportagem de TV americana, o repórter fazia referencia a um gasto que o governo havia feito com o dinheiro dos contribuintes para a compra de aviões.
O tom da mensagem me pareceu que havia certo respeito aos dólares gasto porque se tratava de dinheiro dos contribuintes.

Fazendo uma comparação com as reportagens que estamos acostumados  ver,  aqui no Brasil, traz uma conotação bem diferente, quando se diz que o dinheiro é público.
A gente vê e ouve o tempo todo parlamentares de todo o Brasil incluindo comunicadores da imprensa (grandes formadores de opinião) falando em dinheiro público. Fiquei então a imaginar. Aprendi que coisa pública é de uso comum das pessoas.

Assim passei a imaginar também, que tanto desrespeito ao dinheiro dos contribuintes e de acionistas de grandes empresas, onde o governo tem participação acionaria, se deve ao fato de acharem que é de uso comum dos partidos; de quem teve mais votos; que por isso tem mais direito a fazer como querem com o dinheiro dos contribuintes ou acionista etc. 

Do meu ponto de vista, salvo esteja enganado, as contribuições poderiam ser consideradas públicas somente depois que passassem a ser transformadas em bens públicos, de uso comum do povo.

Dizer de uma forma ou de outra, recurso de nossa língua e cultura, faz diferença e influencia dando uma conotação equivocada. Precisamos considerar que o nível de instrução de grande parte da população, incluindo parlamentares, ainda não tem, infelizmente, o discernimento apurado para entender que Dinheiro Público na verdade é dinheiro dos contribuintes, exigente de respeito para ser administrado. 





8.08.2011

Lixo Urbano, um problema grave e invisível ao público

Por Wíter Brasil

Com grande promiscuidade, geralmente em locais pouco visíveis aos moradores, os lixões estão próximos às cidades, com cheiro forte e desagradável, resíduos de toda natureza. De pensar é um rejeito social, de ver é repugnante.

Nos lixões, há diariamente descargas de muitas toneladas de lixo. Em Belo Horizonte, por exemplo, são descarregadas 2,7 mil toneladas; no Rio de Janeiro 3,2 mil toneladas; em São Paulo 15 mil toneladas, no Brasil estima que são recolhidos 100 mil tonelados por dia. (dezembro de 2009)

É o mundo de esperança de alguns miseráveis revirando sacos plásticos a procura de coisas que possam ter valor. Chorume infiltrando na terra contaminando, com certeza, os lençóis de água.

São raras as cidades que possuem aterros sanitários e o lixo é jogado aleatoriamente sem os devidos cuidados. E quando tem aterros sanitários, como saber se eles são confiáveis? Quem vai inspecionar e como, se a impermeabilização foi construída de maneira correta e se está atendendo depois de coberta com resíduos?

1 - Lixões e Aterros sanitários;
2 - O que é lixo?;
3 - Descarte um problema cultural que vem de gerações;
4 - Não há coleta seletiva se o descarte não for seletivo;
5 -Compostagens।

1 - Lixões e Aterros sanitários
Os lixões comuns e aterros sanitários tem sido o motivo de desvio dos bons costumes a atender necessidades de crianças carentes, curiosas, em busca de uma novidade qualquer, um brinquedo inédito ou algo ilusório.

Tem sido uma escola oferecendo um aprendizado promíscuo, indesejável, disponível a ingênuos e supostos responsáveis pelo futuro do país. Crianças desprotegidas, vitimas do infortúnio, possíveis discípulos da promiscuidade ou candidatos a farrapos humanos.

Há quem disputa com os urubus restos de comida, e o mais chocante, é que nos lixões das grandes cidades, com certa freqüência, são encontrados cadáveres envoltos em sacos plásticos.

Isso é uma desgraça pública? É uma calamidade? Seres humanos sendo descartados em lixões das grandes cidades? Para muita gente isso é inacreditável, mas é uma realidade documentada pela televisão. É uma realidade lamentável e invisível aos olhos da população. Não é evidente ao público e o problema tem sido um dos maiores desafios para as administrações publicas.

2 - O que é lixo?
Segundo definição buscada na internet, “Resíduo ou lixo, é qualquer material considerado inútil, supérfluo, e/ou sem valor, gerado pela atividade humana, e a qual precisa ser eliminada. É qualquer material cujo proprietário elimina, deseja eliminar, ou necessita eliminar”.

São resultantes da atividade domestica e comercial. A sua composição varia de população para população. Vai depender da situação sócio-econômica e das condições e hábitos de vida de cada um. Podem ser classificados das seguintes maneiras:


Matéria orgânica: Restos de comida, da sua preparação e limpeza... .
Papel e papelão: Jornais, revistas, caixas e embalagens...
.
Plásticos: Garrafas, garrafões, frascos, embalagens, boiões, etc.
Vidro: Garrafas, frascos, copos, etc.
Metais: Latas.

Outros: Roupas, borracha, madeira, óleos de cozinha e óleos de motor e resíduos informáticos...
Existem também alguns tipos de resíduos que são denominados tóxicos. Que necessitam de um destino especial para que não contaminem o ambiente, como aerossóis vazios, Pilhas e baterias, lâmpadas fluorescentes, restos de medicamentos, lixo hospitalar etc.



Sem considerar os resíduos, que precisam de destino especial, que representam uma percentagem muito pequena em ralação ao volume que vai para os lixões ou aterros, e que precisam de destino especial, como os tóxicos e hospitalares, é fácil entender que papel não é lixo, lata (metais) não é lixo, plásticos não são lixos etc. Esses são materiais recicláveis, tem valor, e segundo a definição, não é inútil, além de oferecer oportunidades para ‘catadores’ ganhar alguns trocados.

Contudo se misturar esses materiais com resíduos orgânicos, ai sim, tudo vira lixo.

Se entendermos essa discriminação, vamos facilmente perceber que o problema está relacionado com o nosso procedimento, com a nossa maneira de tratar os resíduos, e que descartamos coisas que deveríamos aproveitar para outros fins.

3 - Descarte um problema cultural que vem de gerações.
Quase sempre, as pessoas é quem faz o lixo, porque o costume não é descarte seletivo, porque não tiveram esse tipo de orientação, porque não aprenderam com os ancestrais. Então por falta de cuidado no descarte misturam os recicláveis com orgânicos.

Esse é o ponto crucial, é a chave, é o provável motivo de tanto lixo na natureza. É o resultado de um aprendizado de milhares de anos e que gerou hábitos arraigados misturando os orgânicos com qualquer coisa a ser descartada que não precisa ser lixo.

A população do planeta aumentou, novas tecnologias surgiram, hábitos de consumo alteraram, mas o modo de descartar os resíduos continuou sem alteração. Essa é uma verdade comprovada com o resultado das milhares de toneladas descartadas diariamente. Situação que só vai mudar quando mudarmos nossos hábitos no descarte.
O Sistema que adotamos é que determina os resultados.

4 - Não há coleta seletiva se o descarte não for seletivo
Infelizmente não tem visto, por parte das instituições governamentais, escolas e a própria imprensa, indicação para a sociedade como fazer o descarte de resíduos da maneira correta e conveniente, e quando diz, tem sido de modo que não atinge o essencial da questão.

Na maioria das escolas, shoping’s, locais públicos de grande movimento, normalmente existem recipientes para coleta seletiva com indicação para: papéis, vidros, plásticos, metais etc.; mas se verificarmos, na maioria desses locais, vamos entender que muita gente ainda não seguem as indicações para o destino correto do que descartam. Desse modo, podemos constatar que não haverá coleta seletiva porque o descarte dos materiais foi totalmente aleatório. Tudo misturado.

Grande maioria dos jovens, infelizmente, ainda não adquiriu a consciência para a necessidade de evitar a formação de lixo.

Caso haja esforços no sentido de orientar as crianças de hoje para procedimentos mais aprimorados, com expectativa de mais cuidado com a natureza, com formação de mentalidades voltadas para o aproveitamento dos orgânicos em compostagens, se ficarem atentos para o descarte seletivo como comportamento padrão, no futuro as próximas gerações serão mais gratificadas e a natureza provavelmente será mais generosa, as pessoas mais felizes, mais civilizadas e merecedoras do planeta em que vivemos.

Cabem a todas às escolas e principalmente as de primeiro grau, onde normalmente são iniciados muitos hábitos culturais e que são também formadoras de opinião, dar mais importância ao assunto.

5 - Compostagens
Existem várias técnicas para fazer o composto orgânico dependendo do local e condições do ambiente: Em sítios, casas com quintal, apartamentos (condomínio)


Em sítios e ou Fazendas as compostagens são feitas quase sempre em forma de aterros e recebem, alem dos materiais gerados no próprio sitio, ‘resto-ingestus’ de restaurantes das cidades próximas que são usados para tratamento e engorda de suínos ou colocado para decompor. (ver compostagem em técnicas agrícolas)

Em casas residenciais, geralmente tem um quintal onde pode ser preparada uma pequena compostagem, suficiente para atender o descarte de orgânicos. Aquele material que é depositado na lixeirinha próximo a pia da cozinha. É importante que os moradores e quem faz o descarte para essa lixeirinha não deixe ser colocado nela outro tipo de material que não seja orgânico, como, por exemplo, plásticos, toco de cigarros, tampinha de garrafas, embalagem plástica de frango etc.

Em apartamentos, quase sempre há uma administração do condomínio. O espaço reservado para fazer a compostagem deve ser criado, pelo administrador, do tamanho proporcional ao número de apartamentos do edifício. Edifícios de apartamento em construção deve ser inserido no projeto área reservada para compostagem. O composto gerado poderá ser usado nos próprios jardins do edifício. Caso isso não seja possível, pode como alternativa, fazer um tratamento dos orgânicos misturando um pouco de terra, para evitar mau cheiro, e retirar diariamente para um local em zona rural onde exista uma compostagem (atividade comercial) que possa receber material de diversos lugares para decompor. Vejam técnicas de compostagens no site cujo endereço segue:
http://casa.hsw.uol.com.br/compostagem.htm



Experiência de quem procede ao descarte sem orgânicos, indica que o material descartado é geralmente limpo e isento de mau cheiro, o que evita o ataque de animais e torna a coleta mais eficiente.

Os orgânicos representam uma percentagem muito pequena, mas muito útil para a compostagem e importante para não fazer lixo.

Praticamente não há lixo quando o descarte é seletivo e os orgânicos encaminhados para compostagens.