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8.02.2022

Encontro com Deus

  


(Autor desconhecido)

Havia um pequeno menino que queria se encontrar com Deus.
Ele sabia que tinha um longo caminho pela frente, portanto encheu
sua mochila com pastéis e guaraná, e começou sua caminhada.
Depois de ter andado três quadras, encontrou um velhinho sentado em um banco depraça olhando os pássaros. O menino sentou-se junto dele, abriu a mochila, e ia tomar um gole de guaraná quando olhou o velhinho e viu que ele estava com fome.

Então ofereceu-lhe um pastel. O velhinho, muito agradecido, aceitou e sorriu ao menino. Seu sorriso era tão incrível que o menino quis ver de novo, então, ele ofereceu-lhe seu guaraná. Mais uma vez o velhinho sorriu ao menino. O menino estava muito feliz! Ficaram sentados ali sorrindo, comendo pastel e bebendo guaraná pelo resto da tarde, sem falarem um ao outro.

Quando começou a escurecer
o menino estava cansado e resolveu voltar para casa, mas antes de sair ele voltou, e deu um grande abraço no velhinho. O velhinho deu o maior sorriso que o menino já havia recebido.

Assim que o menino entrou em casa, sua mãe, surpresa,
perguntou ao ver a felicidade estampada em sua face: “O que você fez hoje que te deixou tão feliz?” e ele respondeu: “Passei a tarde com Deus” e acrescentou:


“Você sabe, ele tem o mais lindo sorriso que eu já vi”.
Enquanto isso, o velhinho chegou em casa radiante, e seu filho perguntou: “Por onde esteve que te deixou tão feliz?”e ele respondeu: “Comi pastéis e tomei guaraná no parque com Deus”. Antes que seu filho pudesse dizer algo, ele falou:
“Você sabe que ele é bem mais jovem do que eu pensava?”

Nunca subestime a força de um sorriso, o poder de uma palavra,
de um ouvido para ouvir, de um honesto elogio ou até um ato de
carinho. Por medo de chorar, deixamos de sorrir! Portanto sorria!


6.28.2022

DESAPOSENTAR


DESAPOSENTAR

por/ Domingos Pellegrini

Ele chegou à praça com uma marreta. Endireitou a estaca de uma muda de  árvore e firmou batendo com a marreta. Amarrou a muda na estaca e se afastou como para olhar uma obra de arte.

Não resisti a puxar conversa:

- O senhor é da prefeitura?

- Não, sou da Alice, faz quarenta e dois anos. Minha mulher.

- Ah... O senhor quem plantou essa muda?

- Não, foi a prefeitura. Uma árvore velha caiu, plantaram essa nova de qualquer jeito, mas eu adubei, botei essa estaca aí. Olha que beleza, já está toda enfolhada. De tardezinha eu venho regar.

- Então o senhor gosta de plantas.

- De plantas, de bicho, até de gente eu gosto, filho.

- Obrigado pela parte que me cabe...

Ele sorriu, tirou um tesourão da cinta e começou a podar um arbusto.

- O senhor é aposentado?

- Não, sou desaposentado. Foi podando e explicando: Quando me aposentei, já tinha visto muito colega aposentar e murchar, que nem árvore que você poda e rega com ácido de bateria... Sabia que tem comerciante que rega árvore com ácido de bateria pra matar, pra árvore não  encobrir a fachada da loja? É... aí fica com a loja torrando no sol!

Picotou os galhos podados, formando um tapete de folhas em redor do arbusto.

- É bom pra terra... tudo que sai da terra deve voltar pra terra... Mas então, eu já tinha visto muito colega aposentar e murchar. Botando bermuda  e chinelo e ficando em casa diante da televisão.  Ou indo ao boteco pra beber cerveja, depois dormindo de tarde. Bundando e engordando... Até que  acabaram com derrame ou enfarte, de não fazer nada e ainda viver falando de doença.

Cortou umas flores, fez um ramalhete:

- Pra minha menina. A Alice. Ela é um ano mais velha que eu, mas fica uma menina quando levo flor. Ela também é desaposentada. Ajuda na escola da nossa neta, ensinando a merendeira a fazer doce com pouco açúcar e salgados com os restos dos legumes que antes eram jogados fora. E ajuda na creche também, no hospital. Ihh... A Alice vive ajudando todo mundo, por isso não precisa de ajuda, nem tem tempo de pensar em doença.

Amarrou o ramalhete com um ramo de grama, depositou com cuidado sobre um banco.

- Pra aguar as mudas eu tenho que trazer o balde com água lá de casa. Fui à  prefeitura pedir pra botarem uma torneira aqui. Disseram que não, senão o povo ia beber água e deixar vazando. Falei pra botarem uma torneira com grade e cadeado que eu cuidaria. Falaram que não. Eu teria que ficar com o cadeado e então ia ser uma torneira pública com controle particular, e não pode. Sorriu, olhando a praça.

- Aí falei: então posso cuidar da praça, mas não posso cuidar de uma torneira? Perguntaram, veja só, perguntaram se tenho autorização pra  cuidar da praça!!! Nem falei mais nada. Vim embora antes que me proibissem  de cuidar da praça... Ou antes que me fizessem preencher formulários em três vias  com taxa e firma reconhecida, pra fazer o que faço aqui desde que desaposentei...  Tá vendo aquele pinheiro fêmea ali? A Alice que plantou. Só tinha o pinheiro macho. Agora o macho vai polinizar a fêmea e ela vai dar pinhões.

- Eu nem sabia que existe pinheiro macho e pinheiro fêmea.

- Eu também não sabia, filho. Ihh... aprendi tanta coisa cuidando dessa praça! Hoje conheço os cantos dos passarinhos, as épocas de floração de cada planta, e vejo a passagem das estações como se fosse um filme!

- Mas ela vai demorar pra dar pinhões, hein? - falei, olhando a pinheirinha ainda da nossa altura. Ele respondeu que não tinha pressa.

- Nossa neta é criança e eu já falei pra ela que é ela quem vai colher os pinhões. Sem a prefeitura saber ... e a Alice falou que, de cada pinha que ela colher, deve plantar pelo menos um pinhão em algum lugar. Assim , no fim da vida, ela vai ter plantado um pinheiral espalhado por aí. Sem a prefeitura saber, é claro, senão podem criar um imposto pra quem planta árvores...

- É admirável ver alguém com tanta idade e tanta esperança! 

Ele riu:

- Se é admirável eu não sei, filho, sei que é gostoso. E agora, com licença, que eu preciso pegar a Alice pra gente caminhar. Vida de desaposentado é assim: o dinheiro é curto, mas o dia pode ser comprido, se a gente não perder tempo!

5.06.2022

Quem tem o verdadeiro poder.



Era uma vez um guerreiro , famoso por sua invencibilidade na guerra. Era um homem extremamente cruel, e por isso, temido por todos. Quando se aproximava de uma aldeia,  os moradores saiam correndo para as montanhas, onde se escondiam do malvado guerreiro. Subjugou muitas aldeias.

Certo dia, alguém o viu se aproximar, com seu exercito, de uma pequena aldeia, onde viviam alguns agricultores, e entre eles, um velhinho muito sábio.

Quando o pessoal escutou a terrível noticia de que o guerreiro se aproximava, tratou de juntar o que podia e fugir rapidamente para as montanhas. Só o velhinho ficou para traz. Ele já não podia fugir. O guerreiro entrou na aldeia e foi cruel, incendiando as casas e matando alguns animais soltos pelas ruas. 

Até que chegou a casa do velhinho. O velhinho, quando o viu assustou-se.  O guerreiro sem piedade, foi dizendo ao velhinho que seus dias haviam chegado ao fim, mas lhe concederia um ultimo desejo antes de passá-lo  pelo fio de sua espada. O velhinho pensou um pouco e pediu ao guerreiro que fosse com ele até o bosque e ali cortasse um galho de uma arvore. O guerreiro achu aquilo uma besteira: "Esse velho deve estar gagá. Que ultimo desejo mais besta, mas, se esse é o seu ultimo desejo, vou atendê-lo." E lá foi o guerreiro até o bosque e, com o golpe de sua espada, cortou o galho de uma arvore.

- Muito bem disse o velhinho. - O senhor cortou o galho da arvore. Agora, por favor, coloque esse galho na arvore outra vez. O guerreiro deu uma grande gargalhada dizendo que aquele velho deveria estar louco, pois todo mundo sabia que não era mais possivel colocar aquele galho cortado na arvore outra vez. O velhinho, então lhe respondeu.

- Louco é você que pensa que tem poder só porque destrói as coisas e mata as pessoas que encontra pela frente. Quem só sabe destruir e matar não tem poder. Poder tem aquela pessoa que sabe juntar, que sabe unir o que foi separado, que sabe reviver o que parece morto. Essa pessoa tem verdadeiro poder. 




4.27.2022

As três Peneiras da sabedoria (Sócrates)

 

VERDADE -  B0NDADE - NECESSIDADE

Um rapaz procurou Sócrates e disse-lhe que precisava contar-lhe algo sobre alguém.Sócrates ergueu os olhos do livro que estava lendo e perguntou:

- O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?
- Três peneiras? - indagou o rapaz.

- Sim! A primeira peneira é a VERDADE. O que você quer me contar dos outros é um fato? Caso tenha ouvido falar, a coisa deve morrer aqui mesmo. Suponhamos que seja verdade. Deve, então, passar pela segunda peneira: a BONDADE. O que você vai contar é uma coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do próximo? Se o que você quer contar é verdade e é coisa boa, deverá passar ainda pela terceira peneira: a NECESSIDADE. Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta?

Arremata Sócrates:

Se passou pelas três peneiras, conte! Tanto eu, como você e seu irmão iremos nos beneficiar. Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos, colegas do planeta.

11.06.2007

O reconhecimento não tem fronteiras Saudação do índio norte-Americano


Ó Grande Espírito, cuja voz ouço nos ventos, cujo sopro anima o mundo, ouça-me।

Sou pequeno e fraco, preciso de sua força e sabedoria. Permita que eu caminhe na Beleza, e faça que meus olhos contemplem para sempre o vermelho e a púrpura do sol poente.

Faça com que minhas mãos respeitem todas as coisas que o Senhor criou. Faça meus ouvidos aguçados para que eu ouça a sua voz.


Faça-me sábio para que eu possa entender tudo aquilo que o Senhor ensinou ao seu povo.
Permita que eu apreenda os ensinamentos que o Senhor escondeu em cada folha, em cada pedra.

Busco força, não para ser maior do que meu amigo, mas para lutar contra meu maior inimigo – eu mesmo.

Permita que eu esteja sempre pronto para ir até o Senhor de mãos limpas e olhar firme.
Assim, quando a minha vida estiver no ocaso, como o sol poente, que meu Espírito possa ir à sua presença, sem nenhuma vergonha.

Saudação do Índio Norte-americano – praticada na Escola “Nuvem Vermelha”em Pine Ridge, Dakota do Sul.

11.03.2007

ALIMENTANDO O AMOR




Um garoto magoado e com ódio no coração por causa de uma injustiça de seu amigo, buscou consolo com seu avô.
O velho diz:
Vou lhe conta uma historia, eu também, muitas vezes me sentia revoltado e com ódio daqueles que me trapaceavam e me diminuíam. Especialmente quando percebia a maldade.
Resultado de imagem para Aquele que eu alimento mais freqüentemente "norte Americano"
Somente com o tempo, aprendi que o ódio só contribui para a nossa destruição em vez de destruir o inimigo. É como tomar veneno ao desejar que nosso inimigo morra. Então, passei a lutar contra esse sentimento. Sabe como?

O garoto cheio de curiosidade acenou indagando.
Então o avô continuou:

- Tenho a sensação de que existem duas feras dentro de mim। Uma é a representante do amor ou do bem, e não magoa ninguém. Ela vive procurando harmonizar e contribuir para que o ambiente ao seu redor seja o melhor possível. Não se ofende , não fica vendo, no que não entende, agressões. Ela somente luta quando é certo lutar e quando luta, o faz de maneira correta.

- E a outra fera? Pergunta o menino।

- Há! A outra fera é a representante do ódio. Mesmo as pequeninas coisas são suficientes para despertar a sua ira! Ela briga com todos a maior parte do tempo... e sem motivos!
Não consegue nem pensar, porque sua raiva e seu ódio são tão grandes que gastam toda sua energia mental.
É uma raiva inútil, porque não mudará o mundo!
Às vezes, é difícil conviver com as duas feras dentro de mim,
porque ambas tentam dominar meu espírito.

O garoto, atento, olhou intensamente nos olhos do avô e, carinhosamente, perguntou-lhe:
- Qual delas vence, vovô?
O avô sorriu e respondeu baixinho: - Aquele que eu alimento mais freqüentemente.

Ecos da Vida



Filho e Pai caminhavam por uma montanha. De repente, o menino cai, machuca-se e grita:
- Ai!
Para sua surpresa escuta sua voz se repetindo em algum lugar da montanha:
- Ai!
Curioso o menino pergunta:
- Quem é você?
Recebe como resposta:
- Quem é você?
Contrariado grita:
- Seu Covarde!
Escuta como resposta:
- Seu Covarde!
O menino olha para o pai e pergunta aflito:
- O que é isso?
O pai sorri e diz:
- Meu filho preste atenção.
Então, o pai grita em direção a montanha:
- Eu admiro você!
A voz responde:
- Eu admiro você
De novo o homem grita:
- Você é um campeão!
A voz responde: você é um campeão!
O menino fica espantado, não entende, e o pai explica:
- As pessoas chamam isso de eco, mas na verdade, isso é a vida.

A vida lhe dá de volta tudo o que você diz, tudo o que você deseja de bem e mal aos outros. A vida lhe devolverá toda blasfêmia, inveja, incompreensão e falta de honestidade que você desejou e praguejou as pessoas que o cercam. Nossa vida é simplesmente o reflexo das nossas ações.

Se você quer mais amor, compreensão, sucesso, harmonia e felicidade, crie mais amor, compreensão e harmonia no seu coração. Se agir assim, a vida lhe dará felicidade, sucesso e amor das pessoas que o cercam.