4.29.2015

Não há coleta seletiva de lixo se o descarte não for seletivo

Segue trecho final do artigo ‘O GRANDE PAPEL DO MARKETING NA SOCIEDADE   p/Witer Brasil – público na internet

[...]Aspectos culturais e hábitos no descarte de resíduos
Para concluir esse trabalho, foi necessário a coleta de dados primários para entender e confirmar o suposto de como as pessoas descartam seus resíduos úmidos e sólidos. Usando técnica de observação em cozinhas de apartamentos e casas onde foi possível o acesso para esse trabalho, sempre que surgia a oportunidade e em dias diferentes, no espaço de quatro meses. Foram obtidos resultados, com uma amostragem, praticamente padrão em 22 casos observados. Isto é, mais de 99% das pessoas tendem a descartar papéis, plásticos, metais e vidros, misturando-os aos resíduos úmidos que deveria ter um destino totalmente diferente, fabricando assim o verdadeiro lixo. Na lixeirinha onde deveria ser apenas de resíduos úmidos ou orgânicos, foram encontrado embalagens de plásticos de frango, embalagens de biscoitos e até latinhas de refrigerantes.

Resíduos Úmidos: são restos de alimentos que descartamos para o seu preparo ou quando é feita a limpeza de panelas e restos de frituras. É aquele material que fica no ralinho da pia quando lavamos a louça e que é descartado corretamente na lixeirinha. Esse é um material orgânico de origem animal ou vegetal que pode ser facilmente devolvido a natureza, de onde veio, em forma de adubo e altamente conveniente ao meio ambiente. Seu destino deve ser a compostagem e não aos lixões.

Resíduos Sólidos: pode ser entendido por todo material que geralmente vem da indústria assim como, plásticos, papeis, metais e vidros (ppmv). É preciso entender que esse material não é lixo. Vidro não é lixo, papel não é lixo, metal está longe de ser lixo e plástico muito menos. Trata-se de um material reciclável que deve ser devolvido a indústria e por isso não deveria ser misturado aos resíduos úmidos. Podemos também, concluir que quando é jogado um pedaço de papel ou plástico em uma lixeirinha de resíduos úmidos, ai sim, está sendo feito lixo e tirando a condição de que a coleta seletiva se realize com eficiência. Outra conclusão é que as pessoas não estão sendo conscientizadas e nem adquirindo educação ambiental. Um verdadeiro exemplo da falta de educação e conscientização foi resultado de observação feita em recipiente para coleta seletiva em escolas e em Shoping’s de Belo Horizonte, locais onde se supõe ser freqüentado por pessoas com nível de educação considerável. Nos recipientes destinados a papéis foram encontradas embalagens de iogurte, outros tipos de plásticos, resíduos de sanduíches. No recipiente disponível a plásticos foram encontrados papeis, vidro etc. Dessa forma, sem nenhuma seleção e como se fosse tudo em comum, não tem como fazer coleta seletiva e conseqüentemente, por não conseguir uma escala de volume viável economicamente, a atividade pode até ser inviabilizada.

A solução para problema desse tipo parece mais adequada a um esforço de comunicação através de formadores de opinião, como o marketing das grandes redes de televisão, expondo exemplos de procedimentos corretos no descarte dos resíduos em novelas, por celebridades. Essa estratégia já se confirmou ser eficiente para gerar hábito, como no de uso do cinto de segurança nos carros.   Uma comunicação com mais ênfase através das próprias embalagens, orientando o consumidor a descartartá-las também seria uma forma de contribuição desejável e até conveniente ao marketing. Desse modo podemos entender que um grande problema não é a reciclagem ou coleta seletiva e sim o “Descarte Seletivo” principal gerador dos grandes lixões.[...]

[...] Não há coleta seletiva se o descarte não for seletivo
Infelizmente não tem visto, por parte das instituições governamentais, escolas e a própria imprensa, indicação para a sociedade como fazer o descarte de resíduos da maneira correta e conveniente, e quando diz, tem sido de modo que não atinge o essencial da questão.

Na maioria das escolas, shoping’s, locais públicos de grande movimento, normalmente existem recipientes para coleta seletiva com indicação para: papéis, vidros, plásticos, metais etc.; mas se verificarmos, na maioria desses locais, vamos entender que muita gente ainda não seguem as indicações para o destino correto do que descartam. Desse modo, podemos constatar que não haverá coleta seletiva porque o descarte dos materiais foi totalmente aleatório. Tudo misturado.

Grande maioria dos jovens, infelizmente, ainda não adquiriu a consciência para a necessidade de evitar a formação de lixo.

Caso haja esforços no sentido de orientar as crianças de hoje para procedimentos mais aprimorados, com expectativa de mais cuidado com a natureza, com formação de mentalidades voltadas para o aproveitamento dos orgânicos em compostagens, se ficarem atentos para o descarte seletivo como comportamento padrão, no futuro as próximas gerações serão mais gratificadas e a natureza provavelmente será mais generosa, as pessoas mais felizes, mais civilizadas e merecedoras do planeta em que vivem.

Cabem a todas às escolas e principalmente as de primeiro grau, onde normalmente são iniciados muitos hábitos culturais e que são também formadoras de opinião, dar mais importância ao assunto.


5 - Compostagens
Existem várias técnicas para fazer o composto orgânico dependendo do local e condições do ambiente: Em sítios, casas com quintal, apartamentos (condomínio)

Em sítios e ou Fazendas as compostagens são feitas quase sempre em forma de aterros e recebem, alem dos materiais gerados no próprio sitio, ‘resto-ingestus’ de restaurantes das cidades próximas que são usados para tratamento e engorda de suínos ou colocado para decompor. (ver compostagem em técnicas agrícolas)

Em casas residenciais, geralmente tem um quintal onde pode ser preparada uma pequena compostagem, suficiente para atender o descarte de orgânicos. Aquele material que é depositado na lixeirinha próximo a pia da cozinha. É importante que os moradores e quem faz o descarte para essa lixeirinha não deixe ser colocado nela outro tipo de material que não seja orgânico, como, por exemplo, plásticos, toco de cigarros, tampinha de garrafas, embalagem plástica de frango etc.

Em apartamentos, quase sempre há uma administração do condomínio. O espaço reservado para fazer a compostagem deve ser criado, pelo administrador, do tamanho proporcional ao número de apartamentos do edifício. Edifícios de apartamento em construção deve ser inserido no projeto área reservada para compostagem. O composto gerado poderá ser usado nos próprios jardins do edifício. Caso isso não seja possível, pode como alternativa, fazer um tratamento dos orgânicos misturando um pouco de terra, para evitar mau cheiro, e retirar diariamente para um local em zona rural onde exista uma compostagem (atividade comercial) que possa receber material de diversos lugares para decompor. Vejam técnicas de compostagens no site cujo endereço segue:
  
http://casa.hsw.uol.com.br/compostagem.htm 
Experiência de quem procede ao descarte sem orgânicos, indica que o material descartado é geralmente limpo e isento de mau cheiro, o que evita o ataque de animais e torna a coleta mais eficiente.

Os orgânicos representam uma percentagem muito pequena, mas muito útil para a compostagem e importante para não fazer lixo.

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Praticamente não há lixo quando o descarte é seletivo e os orgânicos encaminhados para compostagens.


Lixo Urbano, um problema grave e invisível ao público

4.01.2015

Lei das Consequências não intencionais em economia

Por 
Wíter Brasil
30/03/2015

O filósofo Inglês John Adams apontou a lei das consequências não intencionais originalmente no campo da economia, mas ela também se aplica a outros aspectos da vida.
Afirma simplesmente que ações e políticas levadas a cabo por pessoas, organizações e governo têm consequências inesperadas, gerando no mundo todo grandes surpresas, fiascos e frustrações. Desse modo, resultados inesperados não podem ser, em hipótese nenhuma, descartados.
Muitas vezes as consequências são maiores do que o problema que se intenciona resolver.

Consequência positiva  
Consequências não intencionais podem ser benéficas.
Adam Smith apontou o exemplo do açougueiro que fornece aos seus clientes a carne necessária, não porque é benevolente, mas porque tem que ganhar a vida. A consequência não intencional positiva é que os clientes do açougueiro se alimentam, tenham boa saúde para continuar sendo seus clientes.

Certa vez um pequeno empresário contraiu um empréstimo bancário para ser pago com prestações em longo prazo. Depois de algum tempo, houve uma mudança na politica monetária do país que fez sua divida com o banco cair para um valor muito pequeno. Essa consequência não intencional positiva permitiu quitar a divida toda de uma só vez.

Consequência Negativa
Consequências não intencionais podem ser prejudicial.
Muitos efeitos de uma determinada ação realizada pelo governo ou uma organização pode ter a intensão de consequências visuais positivas.
Contudo, o governo pode começar um programa que crie milhares de empregos, e as consequências não intencionais para essa ação podem surgir, com a exigência de mais impostos, tirando dinheiro das empresas que operam de forma competente.

Com a intenção de beneficiar famílias com baixa renda, o governo criou o ‘bolsa família’. Porem, muitas delas com baixo nível de educação e responsabilidade suficiente para educar os filhos, passam a eles as consequências não intencional de deixá-las sem escolas e sem trabalho. Consequentemente aprendem usar drogas, e muitas vezes ingressam no mundo do crime.

Há registros em redes sociais de que algumas empresas do nordeste brasileiro deixaram de funcionar por falta de mão de obra ou não conseguiram instalar-se. Verificou-se que o ‘bolsa família’ satisfaz as necessidades das pessoas que não precisam mais trabalhar. É provável que essa não fosse a intenção

O não conhecimento das consequências
Segundo Library of Economics and Liberty as pessoas não prestam atenção às consequências não intencionais por muitas razões. Algumas simplesmente não sabem nada sobre elas, outras fazem um cálculo incorreto, o que faz com que prevejam as consequências da ação econômica de forma errada.
Ainda segundo Library of Economics and Liberty algumas pessoas sabem sobre as consequências não intencionais, mas se importam somente o suficiente para evitar se aborrecerem com elas.

Outras Áreas
De acordo com o site Econoclass, a lei das consequências não intencionais não ocorre apenas no campo da economia.
Por exemplo, dizer às crianças para não falar com estranhos pode inadvertidamente fazer com que elas sejam resistentes à ajuda de adultos quando se perderem ou se machucarem, já que os adultos podem ser estranhos.
Outro exemplo são as leis de cinto de segurança, que provocam um aumento no número de mortes de pedestres e ciclistas, pois os cintos dão aos motoristas uma falsa sensação de segurança, fazendo com que dirijam de forma mais imprudente.

O inesperado, também, acontece (Veja essa parábola)
Uma determinada família tinha uma única vaquinha que produzia leite para o sustento. Um sábio mandou matar tal vaquinha. Essa família sentiu na obrigação de reestruturar o seu modo de vida, que permitiu a partir dai, prosperar admiravelmente.

Importantes Cuidados para tomada de Decisões
A lei das consequências não intencionais em economia, sugere que nossas decisões nem sempre nos leva aos objetivos e consequências que desejamos.
Um dito popular diz: De boas intensões o inferno está cheio. Esse mito confirma o que vem cumprindo a lei, principalmente, quando as decisões são tomadas desprotegidas de maiores cuidados.

É o que ocorre na maioria das vezes, segundo
Library of Economics and Liberty.
É prudente saber que não devemos desprezar a força da logica e o raciocino, necessários para a tomada de decisões, mesmo sabendo que as decisões eventualmente virão com resultados inesperados.
É assim que as instituições e grandes organizações tomam decisões.
Os resultados vão depender principalmente da eficácia e cuidados que adotam para aplicar os critérios da tomada de decisões.

Uma das praticas mais simples e usualmente utilizada é a observação no que tem dado certo ou errado com o procedimento alheio e com nos mesmo.
Empresas estão constantemente refazendo ‘planos operacionais’ através do clássico PDCA que tem por objetivo estar sempre ajustando procedimentos que não deram certo.
Esse modo de ver as coisas tem mostrado ser eficiente e explica o sucesso das franquias. Empreendedores prudentes preferem dividir seus lucros em um negocio que já ficou comprovado que deu e continua dando certo.

O mercado de franquia, no Brasil, continua em franca expansão. Fechou o primeiro trimestre de 2014 com crescimento de 10% no faturamento, comparado ao mesmo período do ano anterior, chegando a R$ 26 bilhões e criou 1,5 milhão de vagas de empregos diretos.                                 
Isso prova a força de uma idéia e procedimento prudente, onde demonstra a importância de Fazer o que os outros já testaram e deu certo.

Uma postura técnica para tomar decisões
Para ajudar os gestores na tomada de decisão, diversas técnicas foram desenvolvidas. Contudo, elas não garantem resultados seguros, pois o processo para tomar decisões é uma atividade humana (sujeito a emoções). As técnicas ajudam os administradores apenas minimizar a margem de erro nas decisões a serem tomadas. 
O processo decisório consiste em cinco fases:

  1. Identificação do problema
  2. Diagnóstico
  3. Geração de alternativas
  4. Escolha da melhor alternativa
  5. Avaliação da decisão.
Identificação do problema ou oportunidade
Problemas sempre existem.
Se alguém disser que não, então está errado.
Muitas vezes, a maior parte dos problemas passa por nos despercebidos.

Diagnóstico
O diagnostico é a fase em que se analisa a situação, identificando ameaças e oportunidades, causas e conseqüências. (Análise SWOT)
Porem, algumas situações, se apresentam sem a necessidade de um estudo mais profundo. Já em outras situações, exige-se uma pesquisa mais detalhada do problema.

Geração de alternativas
O próximo passo é gerar alternativas decisórias que solucionem o problema.
Em algumas situações, as soluções são facilmente visualizadas, podendo vir juntamente com o problema. Já em outras, exigem-se soluções inovadoras.

Escolha de uma decisão
As alternativas para tomada de decisão são comparadas, julgadas e avaliadas, para depois definir a melhor alternativa.

Avaliação da decisão 
Completando o ciclo, após ter sido identificado o problema, diagnosticado, geradas alternativas e definido a melhor decisão, é fundamental que seja feita uma avaliação das decisões tomadas. Tal avaliação pode gerar outro processo decisório, reiniciando o ciclo.  

Não se esqueça de que em economia, por mais lógica que seja as decisões, os resultados, poderão ser inesperados.




Bibliografia
—  Drucker, Peter Ferdinand, Administração, tarefas, Pioneiras, São Paulo – 1909
—  Library of Economics and Liberty
—  http://www.ehow.com.br/consequencias-intencionais-economia-lista_276143/
—  https://www.youtube.com/watch?v=m7YYjQ9Wws8
—  http://www.josebaldaia.com/intuinovare/tag/consequencias-nao-intencionais.


3.31.2015

O dinheiro é Público ou dos Contribuintes.? Eis uma questão?

Por
Witer Brasil
29/03/2015

Certa vez, assistindo uma reportagem de TV americana, o repórter fazia referencia a um gasto que o governo havia feito com o dinheiro dos contribuintes para a compra de aviões.
O tom da mensagem me pareceu que havia certo respeito aos dólares gasto porque se tratava de dinheiro dos contribuintes.

Fazendo uma comparação com as reportagens que estamos acostumados  ver,  aqui no Brasil, traz uma conotação bem diferente, quando se diz que o dinheiro é público.
A gente vê e ouve o tempo todo parlamentares de todo o Brasil incluindo comunicadores da imprensa (grandes formadores de opinião) falando em dinheiro público. Fiquei então a imaginar. Aprendi que coisa pública é de uso comum das pessoas.

Assim passei a imaginar também, que tanto desrespeito ao dinheiro dos contribuintes e de acionistas de grandes empresas, onde o governo tem participação acionaria, se deve ao fato de acharem que é de uso comum dos partidos; de quem teve mais votos; que por isso tem mais direito a fazer como querem com o dinheiro dos contribuintes ou acionista etc. 

Do meu ponto de vista, salvo esteja enganado, as contribuições poderiam ser consideradas públicas somente depois que passassem a ser transformadas em bens públicos, de uso comum do povo.

Dizer de uma forma ou de outra, recurso de nossa língua e cultura, faz diferença e influencia dando uma conotação equivocada. Precisamos considerar que o nível de instrução de grande parte da população, incluindo parlamentares, ainda não tem, infelizmente, o discernimento apurado para entender que Dinheiro Público na verdade é dinheiro dos contribuintes, exigente de respeito para ser administrado. 





9.17.2011

Se você viu um Roubo...
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Crônica

Os tecnocratas das empresas de telecomunicações se deliciam com os recursos que dispõem para
 tornar às comunicações, com seus usuários, um sistema altamente competente, prático e virtualmente conveniente..., conveniente para a empresa que presta os serviços, desprezando os aspectos humanos e sociais dos problemas, que muitas vezes requer certa urgência.

Certo é que seria impossível praticar um marketing personalizado, tipo 'one to one' com tanta gente querendo milhares de informações ao mesmo tempo, mas também, não seria motivo para exagerar com tanto 'aperte'...1 p'ra isso; 'aperte'...2 p'ra aquilo; 'aperte'...3 p'ra...

Ah se as pessoas desse mundo fossem tão pacientes a ponto de não se incomodar com isso e não tivessem o que fazer. Então seriamos todos tão indiferentes, desinteressados e apáticos. Não teríamos necessidades de agilidades, muitas coisas não teria importância para nos, inclusive as telecomunicações. Que ironia!...

8.08.2011

Lixo Urbano, um problema grave e invisível ao público

Por Wíter Brasil

Com grande promiscuidade, geralmente em locais pouco visíveis aos moradores, os lixões estão próximos às cidades, com cheiro forte e desagradável, resíduos de toda natureza. De pensar é um rejeito social, de ver é repugnante.

Nos lixões, há diariamente descargas de muitas toneladas de lixo. Em Belo Horizonte, por exemplo, são descarregadas 2,7 mil toneladas; no Rio de Janeiro 3,2 mil toneladas; em São Paulo 15 mil toneladas, no Brasil estima que são recolhidos 100 mil tonelados por dia. (dezembro de 2009)

É o mundo de esperança de alguns miseráveis revirando sacos plásticos a procura de coisas que possam ter valor. Chorume infiltrando na terra contaminando, com certeza, os lençóis de água.

São raras as cidades que possuem aterros sanitários e o lixo é jogado aleatoriamente sem os devidos cuidados. E quando tem aterros sanitários, como saber se eles são confiáveis? Quem vai inspecionar e como, se a impermeabilização foi construída de maneira correta e se está atendendo depois de coberta com resíduos?

1 - Lixões e Aterros sanitários;
2 - O que é lixo?;
3 - Descarte um problema cultural que vem de gerações;
4 - Não há coleta seletiva se o descarte não for seletivo;
5 -Compostagens।

1 - Lixões e Aterros sanitários
Os lixões comuns e aterros sanitários tem sido o motivo de desvio dos bons costumes a atender necessidades de crianças carentes, curiosas, em busca de uma novidade qualquer, um brinquedo inédito ou algo ilusório.

Tem sido uma escola oferecendo um aprendizado promíscuo, indesejável, disponível a ingênuos e supostos responsáveis pelo futuro do país. Crianças desprotegidas, vitimas do infortúnio, possíveis discípulos da promiscuidade ou candidatos a farrapos humanos.

Há quem disputa com os urubus restos de comida, e o mais chocante, é que nos lixões das grandes cidades, com certa freqüência, são encontrados cadáveres envoltos em sacos plásticos.

Isso é uma desgraça pública? É uma calamidade? Seres humanos sendo descartados em lixões das grandes cidades? Para muita gente isso é inacreditável, mas é uma realidade documentada pela televisão. É uma realidade lamentável e invisível aos olhos da população. Não é evidente ao público e o problema tem sido um dos maiores desafios para as administrações publicas.

2 - O que é lixo?
Segundo definição buscada na internet, “Resíduo ou lixo, é qualquer material considerado inútil, supérfluo, e/ou sem valor, gerado pela atividade humana, e a qual precisa ser eliminada. É qualquer material cujo proprietário elimina, deseja eliminar, ou necessita eliminar”.

São resultantes da atividade domestica e comercial. A sua composição varia de população para população. Vai depender da situação sócio-econômica e das condições e hábitos de vida de cada um. Podem ser classificados das seguintes maneiras:


Matéria orgânica: Restos de comida, da sua preparação e limpeza... .
Papel e papelão: Jornais, revistas, caixas e embalagens...
.
Plásticos: Garrafas, garrafões, frascos, embalagens, boiões, etc.
Vidro: Garrafas, frascos, copos, etc.
Metais: Latas.

Outros: Roupas, borracha, madeira, óleos de cozinha e óleos de motor e resíduos informáticos...
Existem também alguns tipos de resíduos que são denominados tóxicos. Que necessitam de um destino especial para que não contaminem o ambiente, como aerossóis vazios, Pilhas e baterias, lâmpadas fluorescentes, restos de medicamentos, lixo hospitalar etc.



Sem considerar os resíduos, que precisam de destino especial, que representam uma percentagem muito pequena em ralação ao volume que vai para os lixões ou aterros, e que precisam de destino especial, como os tóxicos e hospitalares, é fácil entender que papel não é lixo, lata (metais) não é lixo, plásticos não são lixos etc. Esses são materiais recicláveis, tem valor, e segundo a definição, não é inútil, além de oferecer oportunidades para ‘catadores’ ganhar alguns trocados.

Contudo se misturar esses materiais com resíduos orgânicos, ai sim, tudo vira lixo.

Se entendermos essa discriminação, vamos facilmente perceber que o problema está relacionado com o nosso procedimento, com a nossa maneira de tratar os resíduos, e que descartamos coisas que deveríamos aproveitar para outros fins.

3 - Descarte um problema cultural que vem de gerações.
Quase sempre, as pessoas é quem faz o lixo, porque o costume não é descarte seletivo, porque não tiveram esse tipo de orientação, porque não aprenderam com os ancestrais. Então por falta de cuidado no descarte misturam os recicláveis com orgânicos.

Esse é o ponto crucial, é a chave, é o provável motivo de tanto lixo na natureza. É o resultado de um aprendizado de milhares de anos e que gerou hábitos arraigados misturando os orgânicos com qualquer coisa a ser descartada que não precisa ser lixo.

A população do planeta aumentou, novas tecnologias surgiram, hábitos de consumo alteraram, mas o modo de descartar os resíduos continuou sem alteração. Essa é uma verdade comprovada com o resultado das milhares de toneladas descartadas diariamente. Situação que só vai mudar quando mudarmos nossos hábitos no descarte.
O Sistema que adotamos é que determina os resultados.

4 - Não há coleta seletiva se o descarte não for seletivo
Infelizmente não tem visto, por parte das instituições governamentais, escolas e a própria imprensa, indicação para a sociedade como fazer o descarte de resíduos da maneira correta e conveniente, e quando diz, tem sido de modo que não atinge o essencial da questão.

Na maioria das escolas, shoping’s, locais públicos de grande movimento, normalmente existem recipientes para coleta seletiva com indicação para: papéis, vidros, plásticos, metais etc.; mas se verificarmos, na maioria desses locais, vamos entender que muita gente ainda não seguem as indicações para o destino correto do que descartam. Desse modo, podemos constatar que não haverá coleta seletiva porque o descarte dos materiais foi totalmente aleatório. Tudo misturado.

Grande maioria dos jovens, infelizmente, ainda não adquiriu a consciência para a necessidade de evitar a formação de lixo.

Caso haja esforços no sentido de orientar as crianças de hoje para procedimentos mais aprimorados, com expectativa de mais cuidado com a natureza, com formação de mentalidades voltadas para o aproveitamento dos orgânicos em compostagens, se ficarem atentos para o descarte seletivo como comportamento padrão, no futuro as próximas gerações serão mais gratificadas e a natureza provavelmente será mais generosa, as pessoas mais felizes, mais civilizadas e merecedoras do planeta em que vivemos.

Cabem a todas às escolas e principalmente as de primeiro grau, onde normalmente são iniciados muitos hábitos culturais e que são também formadoras de opinião, dar mais importância ao assunto.

5 - Compostagens
Existem várias técnicas para fazer o composto orgânico dependendo do local e condições do ambiente: Em sítios, casas com quintal, apartamentos (condomínio)


Em sítios e ou Fazendas as compostagens são feitas quase sempre em forma de aterros e recebem, alem dos materiais gerados no próprio sitio, ‘resto-ingestus’ de restaurantes das cidades próximas que são usados para tratamento e engorda de suínos ou colocado para decompor. (ver compostagem em técnicas agrícolas)

Em casas residenciais, geralmente tem um quintal onde pode ser preparada uma pequena compostagem, suficiente para atender o descarte de orgânicos. Aquele material que é depositado na lixeirinha próximo a pia da cozinha. É importante que os moradores e quem faz o descarte para essa lixeirinha não deixe ser colocado nela outro tipo de material que não seja orgânico, como, por exemplo, plásticos, toco de cigarros, tampinha de garrafas, embalagem plástica de frango etc.

Em apartamentos, quase sempre há uma administração do condomínio. O espaço reservado para fazer a compostagem deve ser criado, pelo administrador, do tamanho proporcional ao número de apartamentos do edifício. Edifícios de apartamento em construção deve ser inserido no projeto área reservada para compostagem. O composto gerado poderá ser usado nos próprios jardins do edifício. Caso isso não seja possível, pode como alternativa, fazer um tratamento dos orgânicos misturando um pouco de terra, para evitar mau cheiro, e retirar diariamente para um local em zona rural onde exista uma compostagem (atividade comercial) que possa receber material de diversos lugares para decompor. Vejam técnicas de compostagens no site cujo endereço segue:
http://casa.hsw.uol.com.br/compostagem.htm



Experiência de quem procede ao descarte sem orgânicos, indica que o material descartado é geralmente limpo e isento de mau cheiro, o que evita o ataque de animais e torna a coleta mais eficiente.

Os orgânicos representam uma percentagem muito pequena, mas muito útil para a compostagem e importante para não fazer lixo.

Praticamente não há lixo quando o descarte é seletivo e os orgânicos encaminhados para compostagens.

11.06.2007

O reconhecimento não tem fronteiras Saudação do índio norte-Americano


Ó Grande Espírito, cuja voz ouço nos ventos, cujo sopro anima o mundo, ouça-me।

Sou pequeno e fraco, preciso de sua força e sabedoria. Permita que eu caminhe na Beleza, e faça que meus olhos contemplem para sempre o vermelho e a púrpura do sol poente.

Faça com que minhas mãos respeitem todas as coisas que o Senhor criou. Faça meus ouvidos aguçados para que eu ouça a sua voz.


Faça-me sábio para que eu possa entender tudo aquilo que o Senhor ensinou ao seu povo.
Permita que eu apreenda os ensinamentos que o Senhor escondeu em cada folha, em cada pedra.

Busco força, não para ser maior do que meu amigo, mas para lutar contra meu maior inimigo – eu mesmo.

Permita que eu esteja sempre pronto para ir até o Senhor de mãos limpas e olhar firme.
Assim, quando a minha vida estiver no ocaso, como o sol poente, que meu Espírito possa ir à sua presença, sem nenhuma vergonha.

Saudação do Índio Norte-americano – praticada na Escola “Nuvem Vermelha”em Pine Ridge, Dakota do Sul.

11.03.2007

ALIMENTANDO O AMOR




Um garoto magoado e com ódio no coração por causa de uma injustiça de seu amigo, buscou consolo com seu avô.
O velho diz:
Vou lhe conta uma historia, eu também, muitas vezes me sentia revoltado e com ódio daqueles que me trapaceavam e me diminuíam. Especialmente quando percebia a maldade.
Resultado de imagem para Aquele que eu alimento mais freqüentemente "norte Americano"
Somente com o tempo, aprendi que o ódio só contribui para a nossa destruição em vez de destruir o inimigo. É como tomar veneno ao desejar que nosso inimigo morra. Então, passei a lutar contra esse sentimento. Sabe como?

O garoto cheio de curiosidade acenou indagando.
Então o avô continuou:

- Tenho a sensação de que existem duas feras dentro de mim। Uma é a representante do amor ou do bem, e não magoa ninguém. Ela vive procurando harmonizar e contribuir para que o ambiente ao seu redor seja o melhor possível. Não se ofende , não fica vendo, no que não entende, agressões. Ela somente luta quando é certo lutar e quando luta, o faz de maneira correta.

- E a outra fera? Pergunta o menino।

- Há! A outra fera é a representante do ódio. Mesmo as pequeninas coisas são suficientes para despertar a sua ira! Ela briga com todos a maior parte do tempo... e sem motivos!
Não consegue nem pensar, porque sua raiva e seu ódio são tão grandes que gastam toda sua energia mental.
É uma raiva inútil, porque não mudará o mundo!
Às vezes, é difícil conviver com as duas feras dentro de mim,
porque ambas tentam dominar meu espírito.

O garoto, atento, olhou intensamente nos olhos do avô e, carinhosamente, perguntou-lhe:
- Qual delas vence, vovô?
O avô sorriu e respondeu baixinho: - Aquele que eu alimento mais freqüentemente.

Ecos da Vida



Filho e Pai caminhavam por uma montanha. De repente, o menino cai, machuca-se e grita:
- Ai!
Para sua surpresa escuta sua voz se repetindo em algum lugar da montanha:
- Ai!
Curioso o menino pergunta:
- Quem é você?
Recebe como resposta:
- Quem é você?
Contrariado grita:
- Seu Covarde!
Escuta como resposta:
- Seu Covarde!
O menino olha para o pai e pergunta aflito:
- O que é isso?
O pai sorri e diz:
- Meu filho preste atenção.
Então, o pai grita em direção a montanha:
- Eu admiro você!
A voz responde:
- Eu admiro você
De novo o homem grita:
- Você é um campeão!
A voz responde: você é um campeão!
O menino fica espantado, não entende, e o pai explica:
- As pessoas chamam isso de eco, mas na verdade, isso é a vida.

A vida lhe dá de volta tudo o que você diz, tudo o que você deseja de bem e mal aos outros. A vida lhe devolverá toda blasfêmia, inveja, incompreensão e falta de honestidade que você desejou e praguejou as pessoas que o cercam. Nossa vida é simplesmente o reflexo das nossas ações.

Se você quer mais amor, compreensão, sucesso, harmonia e felicidade, crie mais amor, compreensão e harmonia no seu coração. Se agir assim, a vida lhe dará felicidade, sucesso e amor das pessoas que o cercam.

2.28.2007

“ Pague pelo seu lixo ”: é mais justo




País: UK
Fonte: Warmer Bulletin Enews #35-2002
Data: 10/ 2002
Enviado por: Kit Strange, Warmer Bulletin
Curiosidade (texto): Você pode achar esta parte da publicação americana. New Hampshire News (quinta-feira, 26 de setembro) de interesse. .

A casa padrão em Portland, Maine, colocava três sacos de lixo na calçada a cada semana antes de a cidade começar a cobrar os residentes por cada saco recolhido.

"Agora, a maioria das pessoas joga fora um saco," diz Troy Moon, coordenador sanitário de Portland. "Isso significa 8.000 toneladas de lixo que nós pagávamos para nos livrar que não pagamos mais". Ou seja, uma economia de mais de $700.000 para a cidade, que possui uma população correspondente a dois terços de Manchester, cidade que está considerando a idéia.

"O que o programa faz é criar um incentivo econômico para que as pessoas parem e olhem o que estão gerando", diz Ellis. Cria também um sistema mais justo: as pessoas pagam somente pelo lixo que geram e não reciclam.

A quantidade de material disposto nos aterros ou levado para locais afastados cai de 25 a 60 porcento nas comunidades de todo o país depois que o programa é adotado, de acordo com Ellis. Os números variam muito, diz, porque alguns lugares que antes não tinham nenhum programa de reciclagem passam a ter um.

Ellis diz que as pessoas querem reciclar e ajudar o meio ambiente. O custo dos sacos de lixo varia de 75 centavos a $2,25 dependendo do tamanho e do local. Manchester está considerando $1 por saco. Em Sanbornton, os residentes aprovaram o programa em 1994, começando em janeiro seguinte e reafirmando sua decisão em reunião municipal em março de 1995.

"Todas as pessoas disseram, ' De jeito algum , nós gostamos de como está funcionando. Não queremos pagar pela parte dos outros , diz Mary O'Brien, gerente da estação de transferência da cidade. "É uma taxa de uso como a eletricidade e o telefone. Quanto mais cuidado você tiver, menos irá custar", diz ela. O rendimento da venda dos sacos cobre o custo do transporte do lixo para um lugar afastado. “Isso não está saindo mais dos impostos (de propriedade)", diz.

Dover, diz Ellis, criou um fundo empresarial onde o custo e rendimentos do lixo estão em uma conta separada do fundo geral e não afetam a taxa de imposto. Troy Moon, de Portland, disse que trabalhadores e líderes da cidade necessitam mostrar aos residentes os benefícios do programa. "Eu acho que toda a cidade que quiser começar este programa tem que fazer, antes de mais nada, um programa de educação."

2.08.2007

Sacolas de Plástico e o Marketing de Varejo



Witer Brasil
01/01/2007

Ultimamente os especialistas têm falado muito em marketing de Varejo. Mas não falam com a mesma intensidade em problemas de natureza ambiental, que as embalagens dos produtos lançados no mercado proporcionam. Nesse artigo vamos abordar, mais especificamente, as sacolas de plásticos.

Com intensidade maior ou menor, toda venda possui um serviço que a acompanha.
A embalagem, o acondicionamento que se cria para que o produto seja mais facilmente vendido, oferecendo a conveniência, o essencial que permite conduzir o produto comprado, é um ingrediente desse tipo de marketing no varejo.

É ai que entra as sacolas de plásticos. Segundo pesquisadores e estatísticos, elas estão circulando pelo mundo em uma quantidade que aproxima um trilhão de unidades.
Normalmente tem sido veículo de comunicação, trazendo estampado o nome da instituição que a utiliza.

Introduzida nas décadas de 70 e 80 passou a ser um instrumento de grande necessidade, substituindo os meios mais rudimentares para transportar pequenas quantidades.
Essas sacolas agora dominam o cenário do mundo econômico da sociedade consumista.

Não se pode negar a conveniência, a sua eficiência em conduzir, principalmente produtos semi-úmidos, como carne fresca, laticínios e sua reutilização para outros fins após o uso original.


Indíce
1 - Poluição e outros Problemas Ambientais
2 - O Governo Desempenhando o seu Papel
3 – Artes, Artesanato e Reciclagem
4 - SOLUÇÃO DIFÍCIL- Substituir Sacos Plásticos

5 - Conclusão

1 - Poluição e outros Problemas Ambientais
Lamentavelmente, na mesma proporção que oferecem tanta utilidade, proporciona também tantos problemas cujas soluções se apresentam com grande complexidade.
Até então, essas sacolas não são biodegradáveis.

Segundo os fabricantes, elas podem ser feitas de polietileno e polipropileno, polímeros de plásticos, que atualmente circulam em todo o mundo entre 500 bilhões e um trilhão de unidades. Calcula-se que cerca de 90% dessas sacolas ou sacos plásticos, acabam virando lixo ou contendores de lixo.

Resultado de imagem para lixo urbanoDado a sua extrema leveza, quando não usada para acondicionar lixo, se não for bem acondicionada, tem a tendência de voar e espalhar-se pelo meio ambiente. Essa situação pode provocar outro tipo de poluição que, por exemplo, acabam entupindo redes de esgotos quando não atingem cursos de água.

Em Daca, capital do Bangladestesh, por exemplo, essa questão provocou catástrofe, publicada em noticiários do mundo todo na época, que atingiu proporções exorbitantes e veio exigir a tomada de medidas drásticas para evitar que cerca de 11 milhões de sacolas de plásticos atingissem os rios e sistemas de esgoto do país.

O rio que banha a capital, Daca, ganhou por diversas vezes barragens artificiais de sacos de plásticos. Os entupimentos de esgotos foram responsáveis por cheias devastadoras em 1988 e 1998. Esse tipo de material, mais cedo ou mais tarde acaba, por chegar aos rios e oceanos, quando não estão bem acondicionados.

Há vários anos ambientalistas vem chamando a atenção para esse problema. Citam casos de milhares de baleias, golfinhos, tartarugas e aves marinhas que morrerem asfixiadas com plásticos anualmente. Um caso dramático ocorreu quando uma baleia atingiu à costa da Normandia com aproximadamente 850 Kg. de plásticos incrustado no estômago.

2 - O Governo Desempenhando o seu Papel
Se o papel do Governo é governar, em países mais evoluídos como a Irlanda, foi o primeiro a tomar medidas sobre a produção descontrolada de sacolas de plásticos ao introduzir PlasTax em 2002. Um imposto que cobra 0,15 € ao consumidor por cada saco plástico distribuído.
O resultado dessa iniciativa foi à arrecadação de 23 milhões de Euros para investimentos em projetos ambientais e uma redução no consumo de 90%.

Legislação semelhante está sendo estudada no Reino Unido.
Na Alemanha os sacos plásticos são cobrados dos consumidores e em todos os supermercados é habitual o uso de sacos de pano reutilizáveis ou caixas de papel cartão.

No Brasil e em Portugal tudo é distribuído gratuitamente e não há, por parte do Governo, preocupação por conseqüências que degradam a natureza.
Quanto ao Marketing, uma vez que está sempre desenvolvendo produtos para atender necessidades, ficaria eticamente impedido de fazer qualquer coisa que venha prejudicar, na sociedade, no ambiente, os seus consumidores. Contudo a preocupação com o ambiente pode estar sendo omissa e o seu papel ético com a sociedade apenas um compromisso. Lançam constantemente novos produtos com embalagens não recicláveis e decomposição difícil.

Em Bangladech uma associação, que surgiu depois das enchentes, obrigou a tomada de medidas extremas. É expressamente proibido, por lei, a manufatura, compra e posse de sacos de polietileno ou polipropileno e são aplicadas pesadas multas e até penas de prisão para reincidentes. Se alguém for apanhado com um saco de plástico na mão, neste país, vai custar cerca de R$ 25,00, valor correspondente a moeda de Bangladech. Este valor é astronômico, considerando o salário mínimo do país, considerando que o valor deve ser pago na hora e uma ida a esquadra (delegacia) para cadastro.

Se essa medida prejudicou gravemente a industria de plástico, por outro lado, possibilitou oportunidades de negócios para crianças de rua, que passaram a ganhar a vida por vender resistentes sacos artesanais de papel.

Outros paises, vizinhos estão adaptando medidas semelhantes pelos mesmos motivos e a reincidência na posse desse tipo de material pode valer multas de até 1.500 € e pena de prisão até sete anos.

3 – Artes, Artesanato e Reciclagem
Tijolo: com o plástico das sacolas e das embalagens, o arquiteto Sérgio Prado produz uma massa tão rígida quanto o concreto.(terra.com.br/istoe/)

Bolsa fabricada artesanalmente com material de sacolas É um processo artesanal trabalhoso mas que rende uma bolsa extremamente leve e resistente. Pode ser usada para carregar frutas, verduras e legumes na feira, dispensando o carrinho e as inúmeras sacolas de cada compra que se faz. (e.então?)

4 - Solução Difícil
Substituir Sacos Plásticos Não Biodegradáveis por Biodegradáveis
Recursos tecnológicos, já permitem desenvolver materiais plásticos biodegradáveis. Apesar de ter custos um pouco mais elevado, resolve o problema ambiental causado pelos sacos de polietileno e polipropileno.

Consta que sacolas comuns, dependendo da intensidade de luz em que esse material for exposto e outros fatores, demora cerca de 100 anos ou mais para decompor. O novo material levaria apenas 60 dias.

A fabrica da BASF em Ludwigshafen, Alemanha, dobrou em 2006 sua produção de seus plásticos biodegradável, o Exoflex.

Em Cajamar (SP) a RES distribui aos fabricantes de plasticos matéria prima de origem vegetal (biopolimeros). Esse ingrediente utilizado na fabricação, permite que o produto final se torne naturalmente biodegradável e facilmente absorvido pela natureza.

5 - Conclusão
Esperar soluções, dentro de prazos satisfatórios, a partir de conscientização e reciclagem de materiais plásticos para deter a poluição, é uma grande ingenuidade. A solução terá mesmo que vir de materiais biodegradáveis.

Contudo, uma virada rápida para a substituição de não biodegradável por biodegradável, deverá ser, provavelmente um processo lento dado aos interesses comerciais, onde os fabricantes de plásticos estão constantemente fazendo guerra de preços. Como os produtos fabricados a partir de bio-polímeros são mais caros, essa substituição fica restrita apenas a poucas empresas que buscam qualidade de ecoeficiência; ISO 14000 (série que certifica qualidade de gestão ambiental).

Podemos citar, por exemplo, a NATURA, empresa ecoeficiente, que substituiu o saco plástico que envolve as notas fiscais das consultoras por sacos de plástico biodegradável. Segundo a NATURA, a embalagem é usada em 40% das caixas que saem todos os dias da fábrica, em Cajamar (SP), para serem entregues ás 335 mil consultoras espalhadas pelo país. A conta ficou 5% maior para a empresa, mas faz cumprir o seu compromisso com a sustentabilidade.

Como já vimos, esperar por conscientização e providencias para reciclagem, não vai resolver o problema. Solução mais rápida terá que ser através de MEDIDAS GOVERNAMENTAIS, possibilitando a produção em grande escala de matérias primas biodegradáveis e simultaneamente a proibição do uso de plástico comum.

Referencias
Plástico biodegradável (http://www.nobelplast.com.br CEMPRE (http://www.cempre.org.br) – Organizaçao sem fins lucrativo, voltada para o meio ambiente (Brasil) .
IPT: plástico biodegradável (http://www.ipt.br/inovacao/exempls/plastico/) Desenvolvido por ação bacteriana sobre o açúcar de cana.
Ecol News (http://www.ecolnews.com.br/plas_biod.html) Plástico biodegradável por ação microbiana, derivado do álcool, é fabricado em Cajamar, SP.
RES Brasil (http://resbrasil.com.br/release.htm) – Artigo sobre fabricação de plástico biodegradável.
Dover-Roll (http://www।dover-roll.com.br/drbio.htm) Saco de lixo biodegradável aliado a natureza.


Witer Brasil é consultor em Administração de Empresas com especialização em Marketing e Comunicação. Como professor lecionaEconomia, Marketing e Estatística। witerbrasil@gmail.com Fone 31-9116.9123/31-3681.8844